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Paulo João Santos

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Temido ou Cabrita, um dos dois deve demitir-se.

Paulo João Santos 10 de Junho de 2020 às 00:34
O Governo estabeleceu regras para controlar a pandemia que não estão a ser cumpridas nem as faz cumprir, como o distanciamento social e a limitação do número de pessoas em ajuntamentos.

Desde que foi extinto o estado de emergência e entrou em vigor o de calamidade, verificou-se a existência de ‘um País, dois desconfinamentos’. Abre-se o Campo Pequeno para a cultura, mas fecham-se as bancadas dos estádios. Permitem-se manifestações com milhares de pessoas, mas impede-se a abertura de bares e discotecas. Há praias cheias, mas não há santos populares. Cancelam-se romarias, mantém-se o Avante.

Marta Temido é, ou deveria ser, quem determina os comportamentos que evitem a propagação do vírus. Eduardo Cabrita é, ou deveria ser, quem tem por missão fazer cumprir as normas do desconfinamento. Se as determinações da ministra da Saúde não fazem sentido, então deve demitir-se. Está a exigir um esforço aos portugueses que não se justifica. Se, pelo contrário, a "luta pela nossa sobrevivência", como disse Costa, depende das restrições, é o titular da pasta da Administração Interna que deve sair. O que não pode acontecer é termos um País em que as exceções são mais do que a regra.
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