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Paulo João Santos

Pregar no deserto

O homem que ergueu a bandeira contra a corrupção ficou a pregar no deserto.

Paulo João Santos 25 de Janeiro de 2016 às 00:30
O homem que ergueu a bandeira contra a corrupção ficou a pregar no deserto. Nem as perspetivas mais pessimistas apontavam para um resultado tão dececionante. O número dos que lhe confiaram o voto mal chega para encher dois Dragões.

O tema é nobre, preocupante, sério e, até, consensual. E a defesa que Paulo Morais fez de um Portugal mais transparente foi vigorosa e determinada. Mas não rende votos. Está visto. Não deu, sequer, para ficar à frente dos candidatos fora da esfera partidária.

A popularidade de Tino, com uma mensagem menos elaborada, bateu o professor universitário por KO. Acredito que o ex-vereador do Porto não desista da sua luta – e o País precisa de vozes incómodas, que não tenham medo de enfrentar os poderes instalados -, mas tem de repensar a estratégia.
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