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Paulo Morais

Ruína ao fundo do túnel

A autoestrada Transmontana, a que o túnel do Marão ora concluído dá acesso, constituiu mais um dos muitos negócios ruinosos para o estado.

Paulo Morais 10 de Maio de 2016 às 00:30
A autoestrada Transmontana, a que o túnel do Marão ora concluído dá acesso, constituiu mais um dos muitos negócios ruinosos para o estado, da responsabilidade de José Sócrates. Em regime de parceria público-privada, este equipamento garante uma rentabilidade anual de 9,34% para o concessionário. À custa dos nossos impostos, o consórcio Auto-Estradas XXI (detido maioritariamente pela construtora Soares da Costa, do angolano António Mosquito) tem assim uma tença milionária garantida, num negócio sem qualquer risco.

Não é pois de estranhar que Mosquito esteja grato a Sócrates. O empresário é também proprietário do grupo de comunicação Global Media, para cuja presidência nomeou o amigo e advogado de Sócrates, Proença de Carvalho. Sendo dono da TSF, do ‘Diário de Notícias’ e ‘Jornal de Notícias’, transformou estes em órgãos de propaganda a Sócrates. Colocou a dirigir o ‘Jornal de Notícias’ Afonso Camões, aliado de sempre de Sócrates. Por outro lado, os diretores da TSF e do ‘DN’, David Dinis e André Macedo, estão diariamente nas televisões defendendo Sócrates, sempre que necessário.

O túnel do Marão e a autoestrada de Trás-os-Montes, que os transmontanos legitimamente almejaram, concretizam um sonho: o fim da ostracização de Trás- -os-Montes, o livre acesso do interior ao litoral. Mas constitui um pesadelo, não só para as finanças públicas, mas também para a liberdade de expressão.
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