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Paulo Rodrigues

Investir na segurança?

Contrariamente à GNR, a PSP mantém o seu caminho para o abismo.

Paulo Rodrigues 19 de Agosto de 2017 às 00:30
A Europa está hoje a viver momentos conturbados ao nível da segurança. A França, no seguimento dos ataques de que tem sido alvo, reorganizou os seus recursos humanos, racionalizou efetivos e rejuvenesceu os seus quadros. Hoje, num patamar diferente, discute se os militares devem estar envolvidos em operações que visam a prevenção da segurança interna como é o caso da operação ‘vigipirate’.

A Espanha, para quem o terrorismo não era novidade, no seguimento do risco constante de ser um alvo, foi criando condições para garantir uma resposta rápida e minimamente eficaz. Em Portugal, a preocupação continua a ser empírica. E custa muito ouvir entidades dizerem que tem de se continuar a investir na prevenção. Investir na prevenção, qual? Contrariamente à GNR, que tem rejuvenescido de ano para ano os seus quadros de forma racional, a PSP mantém o seu caminho para o abismo. Para além de servir exclusivamente o jogo político, por vezes irresponsável, de que serve ter muitos polícias se uma boa parte já não tem condições para o serviço operacional? Será que não está na altura de seguir o exemplo espanhol e entre os partidos políticos definirem orientações consensuais para garantir a real operacionalidade das polícias de forma séria?
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