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Paulo Rodrigues

A luta vai continuar

Não é com estilo intimidatório que as ações vão perder força.

Paulo Rodrigues 14 de Outubro de 2017 às 00:30
Os sindicatos das forças e serviços de segurança realizaram, na passada quinta-feira, uma manifestação que ilustrou bem o estado de alma que se vive nas polícias. A insatisfação com as decisões dos governantes, ou a falta delas, tem gerado uma enorme revolta que se reflete no agravamento da instabilidade interna. E é curioso que o Governo em particular e o poder político em geral desvalorizem esta instabilidade, mais do que evidente, numa altura em que os desafios ao nível da segurança são altos e quando se exige a estes profissionais um elevado espírito de missão.

A revolta é grande e preocupante. Esperemos que o Governo não a deixe crescer para níveis insustentáveis. Porque, e isto é certo, as ações de protesto vão continuar enquanto o Governo preferir olhar para o lado.

E não é com dispositivos desmesurados, em estilo intimidatório, que as ações vão perder força ou que o problema da insatisfação será resolvido.
A necessidade de acelerar a saída dos polícias para a pré-aposentação, a conclusão dos concursos nos vários postos, a aprovação do subsídio de risco e a necessidade de reduzir o valor mensal do subsistema de saúde são alguns dos pontos que têm de ser revistos com urgência.
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