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Pedro Mourão

Serenidade

Impõe-se que os juízes saibam responder dando um sinal de maturidade. É o que todos esperam.

Pedro Mourão 13 de Dezembro de 2014 às 20:23

Os juízes irão ser chamados a escolher os seus representantes sindicais em finais de março de 2015. Já há quem ande em bicos dos pés, olvidando a sabedoria popular de que depressa e bem não há quem! A próxima direção da Associação Sindical terá pela frente enormes desafios que, em boa verdade, extravasam as conhecidas reivindicações corporativas, pois prendem-se com dois momentos fundamentais na construção de um Estado de Direito Democrático: a revisão da Constituição da República e do Estatuto dos Juízes. O cidadão sabe que o juiz é o último garante das liberdades e espera que os seus juízes estejam atentos, pelo menos, naqueles dois desígnios.

Impõe-se que os juízes saibam responder dando um sinal de maturidade e, além do acompanhamento daquelas revisões, devem participar ativamente nas mesmas através do seu órgão representativo. É este o sinal que todos esperam, o qual não se compadece com ambições e desígnios pessoais através de jogos de antecipação, por vezes eivados de rancores e traições que não dignificam quem afinal pretenderia ser o representante sindical de todos os juízes.

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