Barra Cofina

Correio da Manhã

Colunistas
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Pedro Mourão

Como é?

Conclusão da objetividade dos números: Tudo aumenta.

Pedro Mourão 22 de Julho de 2017 às 00:30
No ano passado e segundo a Pordata, por cada 100 processos findos nos tribunais 172 ficam pendentes. A taxa de congestionamento é de 172%. Em 1960 era de 66,4. A maior taxa verificou-se no Supremo Tribunal Administrativo (84,5%), seguido dos Tribunais da Relação (27,7%) e Supremo Tribunal de Justiça (14,5%).

Relativamente a juízes, os números apontam que eram 1761, que correspondiam a 17 por cada 100 mil habitantes, mais 14 do que em 1960. Portugal tinha 296 advogados por 100 mil habitantes, contra 22 em 1960. As cadeias continuam sobrelotadas, com uma taxa de 109%. Em 1960 era de 77,4%. Os dados referem que, do total de pessoas consideradas suspeitas de crime em 2016, 66% foram condenadas!

Conclusão da objetividade dos números, tudo aumenta! São os processos pendentes nos tribunais de um ano para o outro, o número de juízes e advogados (estes 1345% desde 1960!), de presos e 1/3 dos acusados são absolvidos! Será que o país está condenado a conviver com este panorama de ano para ano? Ou será possível inverter este quadro de forma sedimentada? Claro que é possível, até mesmo obviando a custos e não se trata de uma mera intenção para criar esperanças infundadas ao cidadão e à economia. Há décadas que se anda como dizia Goethe, "nem todos os caminhos são para todos os caminhantes"!
Ver comentários