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Pedro Santana Lopes

10 anos de Barroso

Portugal não deve esquecer que teve um cidadão seu a desempenhar um dos mais relevantes cargos.

Pedro Santana Lopes 31 de Outubro de 2014 às 00:30

Nesta semana em que Durão Barroso termina oficialmente as suas funções de presidente da Comissão Europeia, quero assinalar esse facto. Como é sabido, quando cessou as suas funções de Primeiro-Ministro, e partiu para Bruxelas, eu estava como presidente da Câmara Municipal de Lisboa e fui chamado a substituí-lo na chefia do Governo. Por uma razão ou por outra, esses tempos são, constantemente, chamados à colação: seja por comparações no processo de colocação de professores, seja por inquéritos que têm decorrido no Parlamento, seja por crónicas de jornalistas sobre o fim do império do Grupo Espírito Santo, seja por questões relacionadas com a CML, seja também por comparação com a disputa na liderança no PS, que nesse ano aconteceu, e que José Sócrates venceu "contra" Manuel Alegre e João Soares, entre outros.

Durão Barroso, bem como no livro que foi apresentado em Estrasburgo, gosta de sublinhar que, dos resultados que tem para apresentar, se destaca o facto de a Europa se ter mantido unida ao longo destes anos tão difíceis. É verdade! Não se pode dizer que esse resultado se deve, fundamentalmente, ao presidente da Comissão Europeia, fosse ele quem fosse, mas também não pode ser posto de fora do processo. E, por isso, algum mérito lhe deve ser reconhecido nessa matéria. Mas importa também sublinhar que nem todos os anos foram de tantas contrariedades, e todos nos lembramos de que a crise do subprime só deflagrou no final de 2008. E, portanto, nos primeiros quatro anos, tudo foi um pouco diferente.

Quem não se lembra do esfuziante abraço, do "Porreiro, pá!", com que José Sócrates e Durão Barroso selaram o acordo final sobre o Tratado de Lisboa?

Foram dez anos de uma relação difícil com Portugal. Mas, Portugal não deve esquecer que teve um cidadão seu a desempenhar, durante dois mandatos completos, um dos mais relevantes cargos na estrutura do poder político mundial. É bom que na vida nos esforcemos por valorizar, em vez de minorar. O que Durão Barroso conseguiu, a nível pessoal, constitui uma proeza e, em grande medida, uma honra para Portugal. Os resultados para o nosso País só mais tarde, com mais distância, deverão ser avaliados.

Livro dedicado a Sidónia Ribeiro e história do Espírito Santo

Esta semana, tive o privilégio de apresentar dois livros. Um, da autoria de Ana Gomes, é dedicado a Sidónia Ribeiro. Filha de uma humilde empregada doméstica em condições muito adversas, construiu um património considerável, instituindo a SCML como sua herdeira universal. Uma mulher de armas, viajada, e que procurou superar, com determinação, as dificuldades na vida que conheceu nos seus primeiros anos. Depois, outro livro, também muito interessante, quer pelo conteúdo, quer pela personalidade retratada, quer pelo momento histórico que vivemos. Conta a história de José Maria Espírito Santo Silva, fundador do Grupo Espírito Santo. Nasceu de pais incógnitos e tudo fez, no Portugal do século XIX e nos primeiros anos do século XX, para singrar na vida.

Esperança no trabalho de Luís Duque na Liga

Sem me querer envolver nas questões que existem entre Luís Duque e o Sporting, esclarecendo que sou amigo do novo presidente da Liga, tenho esperança no trabalho que vai desenvolver. Conheço-o desde os nossos vinte anos, quando ele era chefe de gabinete de Nuno Abecassis, enquanto autarca de Lisboa, e eu era presidente da distrital de Lisboa do PPD-PSD. Além da devoção clubística, temos em comum a paixão pelo Alentejo. Razões para explicar os votos que faço para que saiba saltar sobre as amarras das histórias do futebol português e emprestar brilho e utilidade ao que tem para fazer.

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