Barra Cofina

Correio da Manhã

Colunistas
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Pedro Santana Lopes

Quem avisa...

Já não é tempo de se disputar eleições com base unicamente no voluntarismo.

Pedro Santana Lopes 4 de Agosto de 2017 às 00:31
Há qualquer coisa de estranho que se passa com as próximas eleições autárquicas. Lembro-me que quando fui candidato em 1997 e 2001, havia sondagens a toda a hora sobre várias câmaras do país, desde vários meses antes do ato eleitoral. Houve em 1997, quando fui candidato à Figueira, e houve em 2001, quando fui candidato a Lisboa. Em 2001, foi um corrupio. Saíam sondagens a toda a hora, para todos os gostos, e houve uma delas, dias antes das eleições, que me dava a perder por 10 pontos, quando depois ganhei.

Em 2009, quando fui outra vez candidato, voltaram a haver sondagens, várias. Assim, como manda a verdade dizer que houve debates autárquicos, que em 1997 foram muitos nas várias televisões – também houve sobre a Figueira –, e em 2001, igualmente. Em 2009, já quase não houve. Houve aquele debate com todos os candidatos, que não serve para nada. Mas isso são outras conversas…

Agora, em 2017, para além de quase não haver campanha nas ruas, dei por mim a pensar que ainda não saiu nenhuma sondagem, pelo menos nos tempos mais recentes e pelo menos em Lisboa e no Porto, com os candidatos que acabaram por ser os escolhidos.

Sabe-se que os órgãos de comunicação social vivem, no geral, tempos de dificuldades e é bom referir isso sem qualquer tipo de ironia, antes com muita preocupação. Mas, de qualquer modo, é estranho, até porque vão saindo sondagens sobre as legislativas ou sobre as intenções de voto nos partidos a nível nacional.

Lá vamos tendo conhecimento de uma ou de outra sondagem, mas feitas pelos próprios interessados. E à medida que vão sendo conhecidas, nomeadamente nas principais cidades, começa a ganhar força aquela ideia do Presidente da República de que há um ciclo político até às autárquicas e depois começará outro. A não ser que alguns candidatos e candidatas se metam ao caminho.

Não há dúvida de que as eleições são separadas, que não se pode misturar um conjunto de escolhas locais, com uma escolha nacional. Mas se as principais escolhas locais tiverem todas, pelo menos, um denominador comum, será difícil essas consequências não ocorrerem. Em 2001, por exemplo, foi assim, porque houve, de facto, o denominador comum do PSD ganhar muitas câmaras municipais, nomeadamente, Lisboa, Porto e Sintra.

Porque será que estas eleições autárquicas do próximo dia 1 de outubro parecem estar a ser conduzidas quase com sobranceria ou, noutros casos, com desinteresse? Será bom que os candidatos se informem e conheçam as atuais intenções do eleitorado, as suas preferências e as suas prioridades. Já não é tempo de se disputar eleições com base unicamente no voluntarismo, seja a capacidade política de cada um menor ou maior. Costuma dizer o povo, "quem avisa, amigo é".

Imperdível
Festivais de norte a sul 
Além do Meo Sudoeste que está a decorrer na Zambujeira do Mar com milhares de festivaleiros, a Praia de Carcavelos, no Concelho de Cascais, recebe pela primeira vez o Flower Power Fest, considerado uma espécie de Woodstock português, marcado pelo espírito revivalista com bandas dos anos 60,70 e 80.

A norte, mais concretamente em Viana do Castelo, e num registo musical completamente diferente, está também a realizar-se o Festival Neopop, dedicado aos amantes da música eletrónica, mas com uma forte componente de imagem, e que conta com nomes sonantes da cena internacional.

Além da música, este fim de semana há lugar ainda para a gastronomia, com o Algarve a realizar um dos seus maiores eventos do ano, o tão esperado Festival da Sardinha em Portimão.

Canto curto
Uma confusão de milhões
Impressionante esta polémica entre as ligas francesa e espanhola de futebol a propósito da transferência de Neymar do Barcelona para o PSG.

A Liga Espanhola alega que é concorrência desleal existirem transferências a serem pagas por clubes propriedade de Estados. É um novo argumento, que a Liga Espanhola, agora coloca em cima da mesa.

O futebol está uma confusão, mas uma confusão de milhões de euros.

Jogos Olímpicos e loucuras de Trump
Lua Cheia
Thomas Bach
Los Angeles e Paris eram candidatas aos Jogos Olímpicos de 2024, mas perante as duas excelentes candidaturas, o presidente do Comité Olímpico Internacional fez o óbvio: pediu que chegassem a um acordo.

Quarto Crescente
Mário Ferreira
É mais um investimento do empresário da Douro Azul, desta vez pedido aos Estaleiros de Viana do Castelo; o primeiro navio oceânico Explorer do grupo, que vai fazer cruzeiros na Antártida.

Quarto Minguante
Fernando Sequeira
A demissão do presidente da Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa é um sinal muito preocupante da tensão laboral que se vive naquela empresa tão importante para a economia nacional. 

Lua Nova
Donald Trump
Apetece escrever que é "o fim da Casa Branca em cuecas", mas já o próprio Presidente diz que aquilo é uma "autêntica lixeira". A verdade é que semana após semana, aquilo piora e muito.
Ver comentários