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Pedro Santana Lopes

Trabalho de casa

Quem ganha ou perde as eleições são os candidatos, principalmente a presidente de Câmara ou de Junta.

Pedro Santana Lopes 22 de Setembro de 2017 às 00:30

Com o aproximar da data das eleições autárquicas começam finalmente a chegar sondagens. E as sondagens que se vão conhecendo têm que se lhes diga. Há quem deseja ardentemente que se confirmem e há os que nem querem acreditar no que os números trazem. Naturalmente, varia de terra para terra, mas há tendências gerais. De uma coisa podem estar certos: quem não se preparou, quem não trabalhou, quem não estruturou o seu discurso com as suas prioridades, quem não foi capaz de as expor de modo claro, que não pense que é na última semana que isso muda. Seja em que cidade for. Não são as arruadas nem as supostas estrelas que aparecem nos últimos dias que vão mudar o panorama das coisas.

Quem ganha ou perde as eleições são os candidatos, principalmente a presidente de Câmara ou de Junta. O símbolo partidário, naturalmente, é a base, pode ajudar ou até ser um suplemento de última hora nos que estão indecisos, mas quem decide, na margem que falta, é a competição entre os cabeças de lista. O que não pode acontecer é estar-se numa campanha eleitoral desprezando-se o eleitorado natural ou não se fazendo perceber quais são as verdadeiras prioridades, caso uma candidata ou um candidato assumisse a responsabilidade de uma Câmara ou de uma Freguesia.

Há um ponto que considero imperdoável: é que alguém não se prepare como deve ser para uma responsabilidade como esta. Pode-se ser mais ou menos conhecido, pode-se ter melhor currículo ou menos bom, pode-se ter fatores externos mais ou menos adversos numa dada circunstância, mas é essencial a preparação, o conhecimento dos dossiês e a presença dia a dia no combate junto do eleitorado. E, depois, falar dos verdadeiros problemas.

Por exemplo, em Lisboa falou-se de alguns, mas será que alguém falou verdadeiramente do que sente quem anda no trânsito, quem tem de se deslocar no dia a dia nesta cidade? Será que os debates que se ouviram foram mais de candidatos ou mais de cidadãos de Lisboa que conhecem a cidade palmo a palmo, as suas ruas e ruelas, os seus bairros e avenidas, os seus jardins e parques, as suas escolas e centros de saúde, os seus hospitais e as suas faculdades, os lares e as suas residências ou apartamentos para estudantes?

Estas observações não são para ninguém em especial, porque o balanço só se fará depois de 1 de outubro. São algumas reflexões de quem anda todos os dias de um lado para o outro na sua cidade. O que estou a dizer sobre as autárquicas aplica-se ao próximo Orçamento do Estado, tema que começará a ser debatido mais intensamente muito em breve. Sabe-se que o Bloco e o PCP não se importam de sacrificar um pouco do défice a uma maior devolução de rendimentos. Tem de se saber da parte de todos o que é que cada um sacrifica e o que é que cada um prioriza. A política deve ser sempre isso: escolhas.

Dança contemporânea
Algures a Nordeste’, é este o nome do primeiro festival de dança contemporânea que se realiza até ao final de novembro em Bragança e Vila Real e que, além de pretender divulgar aquela arte, tem como objetivo promover a região transmontana. Trata-se de um projeto de promoção cultural e artística que envolve os teatros municipais daquelas duas cidades.

Ao todo são oito espetáculos de entrada gratuita, quatro deles originais, interpretados pelas melhores companhias nacionais.

Já em Lisboa, mais concretamente no mercado de Arroios, abriu um novo restaurante, o Mezze, de uma família de refugiados sírios que chegou a Portugal há dois anos. Uma ideia que nasceu de um projeto da Associação Pão a Pão. Além da boa causa associada a esta iniciativa, é o local ideal para se experimentar alguns pratos do Médio Oriente.

Os euros e os golos
O que se passa no Benfica é interessante. Quem ouve os discursos de quem gere a situação económico-financeira do clube é, com certeza, tentado a dar razão. Mas também quem ouve os críticos da gestão, os que dizem que os milhões não podem sacrificar os golos, também compreende. Esta é, ao fim e ao cabo, a lógica perversa do futebol. Sem golos não há dinheiro e sem dinheiro é difícil haver golos. Não é só no futebol, todas as empresas precisam de resultados e de equilíbrio económico.

Figuras: Da ONU à Ryanair, Apple e CMVM
Lua cheia
António Guterres
A reforma que pretende fazer nas Nações Unidas é ambiciosa mas fundamental para que a organização vença os difíceis desafios que tem pela frente. Para já, conseguiu o feito de ter Donald Trump ao seu lado.

Quarto crescente
Carlos Tavares
O ex-líder da CMVM apresentou uma proposta para a tão necessária reforma da supervisão financeira em Portugal. O documento está em discussão pública e espera-se que seja mais eficaz e estável.

Quarto minguante
Tim Cook
O mais recente smartwatch da Apple apresentado há dias com toda a pompa está a apresentar problemas ainda antes do seu lançamento. Publicações como o ‘WSJ’ ou o ‘The Verge’ não recomendam a sua compra.

Lua Nova
Michael O’Leary
Independentemente de quem tem razão, o que se está a passar na companhia aérea low cost Ryanair está a prejudicar milhares de pessoas e vai afetar, seguramente, a credibilidade da empresa.

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