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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Pedro Santana Lopes

A quem aprouver

Não vamos eleger nem um professor, nem um comentador, nem um consultor, nem um reitor, nem um provedor.

Pedro Santana Lopes 21 de Agosto de 2015 às 00:30
Como português, o que quero de um Presidente da República? Coragem para assumir a defesa dos interesses de Portugal. Discernimento para os interpretar para além da espuma dos dias. Coerência nas tomadas de posição. Conhecimento do País, tanto no terreno como nas sedes de decisão sobre a causa pública. Mais estratégia do que taticismo; mais generosidade do que calculismo; alguém que saiba bem ouvir, mas que saiba também falar. E que aja tão bem como elabora em tese.

Peço capacidade de construção de pontes entre partes divergentes.

Exige-se sensibilidade social. Verdade na identificação dos problemas menos visíveis. Criatividade e eficácia no fomento de soluções para os combater.
Exige-se um patriotismo feito de coesão e não de intriga ou de divisionismo.

Defendo um candidato que tenha uma história de combate pelo equilíbrio territorial; que conheça a Europa mas que tenha trabalhado com países que connosco se entendem em português. Quero escolher um Chefe de Estado que tenha visão para – no tempo em que tenha essa suprema honra de representar Portugal – percorrer um caminho digno de mais de oito séculos de humanismo e universalismo. E prefiro decisivamente alguém que tenha uma noção clara, conhecida e sedimentada sobre qual deve ser o papel do Presidente da República no sistema político português.

Coerência, estratégia, coesão social e territorial, coragem, discernimento, aversão ao taticismo, à hesitação e à intriga não são palavras soltas. São mínimos olímpicos para quem se candidata à corrida das Presidenciais.

Obviamente, não me lembrei de elencar estas características nem por mim nem por ninguém. Lembrei-me de o fazer numa semana em que se conheceu uma nova candidatura e em que se discutiu o perfil do PR, por vezes com base em questões pessoais.

Alguns já falaram em ódios antigos. Outros em fações partidárias mal resolvidas. Disse e repito: "Não vamos eleger nem um professor, nem um comentador, nem um consultor, nem um reitor, nem um provedor. Vamos eleger um Presidente."

Alguns media e alguns políticos gostam de fixar a discussão no plano pessoal, que chama mais as atenções mas que nos distrai do essencial. Estamos a falar de um órgão unipessoal. Por isso mesmo se torna indispensável verificar se os candidatos que se propõem a Belém têm as características do que queremos de um PR.

Cada um deve fazer a sua avaliação.


Teatro a norte e flores a sul
Em Vila do Conde, já decorre ‘Um Porto para o Mundo’, o maior espetáculo de teatro de rua do País, que envolve 250 atores e tem como palco o espaço fronteiriço aos núcleos museológicos Nau Quinhentista e Alfândega Régia-Museu de Construção Naval. É uma coprodução entre a câmara e a companhia Lafontana – Formas Animadas. A sul, começam amanhã as Festas do Povo de Campo Maior e são esperados mais de um milhão de visitantes para verem as ruas decoradas com flores de papel feitas pelas suas gentes. As últimas festas foram em 2011.

Acabar com os "falsos míopes"
É impossível alguém acreditar que uma equipa de arbitragem com seis elementos não vê uma mão na bola na grande área. Especialmente quando um deles está ao lado da baliza, a dez metros da jogada e de frente para a bola e para os jogadores. O futebol é bonito só com árbitros, mas o que hoje o movimenta já é importante demais para que medidas não sejam tomadas. Impõem-se as novas tecnologias. É imperioso para acabar com estes "falsos míopes".
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