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Pedro Santana Lopes

Afinal ainda é cedo

O atual autarca de lisboa ainda não confirmou aquilo que todos sabemos: que será candidato.

Pedro Santana Lopes 5 de Maio de 2017 às 00:30
Tanta sofreguidão que havia para se saber quem seria o candidato do PSD a Lisboa e afinal? Tanta gente que disse e escreveu que tinha que se decidir a escolha do candidato porque já era muito tarde para ir para o terreno e para começar a campanha.

Isto disse-se e escreveu-se em julho do ano passado e em setembro, outubro e novembro. E voltou a dizer-se e a escrever-se nos primeiros meses deste ano. Janeiro era muito tarde, fevereiro era tardíssimo, março então era um insulto à inteligência. Entretanto, no final de março, o PSD lá escolheu quem se devia candidatar à Câmara Municipal de Lisboa (CML), mas já estamos em maio e ainda não há campanha. Não estou com isto a falar do PSD, não há campanha praticamente de ninguém. Registo talvez a exceção de Assunção Cristas, que vai tendo aqui e ali as suas iniciativas.

Mas o atual presidente da CML ainda não confirmou aquilo que todos sabemos, que será candidato, e quanto aos candidatos dos outros partidos, ninguém os vê e ninguém os ouve. Faço hoje esta chamada de atenção para as pessoas notarem mais e melhor em como a política e as páginas de alguma comunicação social são feitas de tantas jogadas e jogadinhas. Então agora já ninguém diz que é tarde? É que faltam menos de cinco meses para o dia das eleições propriamente ditas. E pelo meio há as férias de verão. Por mim, nunca considerei que fosse tarde esta altura, mas todos sabem o frenesim intenso e desbragado que houve com a história da decisão sobre o candidato do PSD. E quando eu estava envolvido como hipótese de candidato houve, até nos órgãos partidários, quem se incomodasse muito com o atraso.

É que a questão não tem que ver só com a presença dos candidatos na rua, nos bairros, nas associações. Tem que ver, principalmente, com propostas, com ideias. E então com candidatos cujas ideias sobre Lisboa pouco ou nada se conhecem ainda é mais importante que vá surgindo um ou outro tema para dizerem de sua justiça.

Não é só em Lisboa que o decorrer do processo autárquico causa alguma estranheza, mais pelas incoerências do que pelo processo em si. Do Porto vão também chegando notícias que dão conta do mal-estar crescente na relação entre o autarca e o PS, que pode contribuir para que a candidatura do PSD vá ganhando algum espaço.

Aliás, as notícias que vão chegando das duas cidades do país fazem crer que o PSD poderá ter um resultado bem melhor do que o vaticinado nalgumas previsões pessimistas. Mesmo entre os crentes, numa inversão de posições eleitorais entre partidos políticos, já quase ninguém acredita que possa ficar em segundo lugar quem nunca ficou. Falo de Lisboa. Mas enfim, tudo está ainda em aberto, porque a campanha, como antes dizia, ainda nem começou.

Afinal, ainda é cedo.

Dança e fotografia
A segunda edição do Festival Dias da Dança 2017 está a decorrer no Porto, Matosinhos e Gaia, uma iniciativa que aborda aquela arte nas suas mais variadas dimensões e formas artísticas. Além de apresentar vários espetáculos em diferentes espaços públicos, como a Biblioteca Municipal do Porto, o Convento Corpus Christi em Gaia ou a Casa do Design em Matosinhos, pretende também envolver as pessoas nalgumas atuações.

Além disso, serão realizados vários espetáculos ao ar livre como, por exemplo, no dia 5, no Jardim de São Lázaro no Porto. Da dança para outra arte, começa hoje o Festival Internacional de Fotografia de Viseu, que se vai prolongar durante um mês, sob o tema ‘Inspiring Positive Change’ no desenvolvimento e sustentabilidade da sociedade contemporânea.   

Mudanças nas quatro linhas
O futebol está cheio de novidades. Vai ser o vídeo-árbitro na Final da Taça de Portugal e em todos os jogos, e vamos ter um jogo da I Liga de manhã. Refiro em concreto o Sporting-Belenenses, que oporá Jorge Jesus a Domingos Paciência, no domingo, às 11h45.

É interessante para levar a transmissão dos jogos para o Oriente mas estou convencido que as pessoas vão reagir bem pois poderão ir, em família, ao futebol antes de almoço. Também o desporto pode ter mudança. 

Da Gulbenkian à política europeia
Lua cheia - Isabel Mota
Tomou posse esta quarta-feira como presidente da Fundação Calouste Gulbenkian e sobre si recai a grande responsabilidade de manter a excelência e o prestígio daquela instituição, mas, seguramente, estará à altura.

Quarto Crescente - Fernando Gomes
A introdução do vídeo-árbitro já na próxima época para todos os jogos do campeonato é uma medida que vai contribuir, e muito, para a verdade desportiva no futebol e para o fim de muitas polémicas.

Quarto minguante - Marine Le Pen
Foi derrotada no debate televisivo e, se nada de anormal acontecer, perderá as eleições no domingo. No entanto, a Frente Nacional poderá passar a ter mais peso na cena política francesa.

Lua nova - Theresa May
Pode ter as suas razões, mas a governante demonstrou excesso de nervosismo na reação aos primeiros episódios do longo processo da saída do Reino Unido da União Europeia.
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