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Pedro Santana Lopes

Mulher ou homem de coragem e risco

Se a coligação não ganhar, a vida do candidato presidencial não ficará fácil.

Pedro Santana Lopes 1 de Maio de 2015 às 00:30

O acordo de coligação celebrado entre PSD e CDS é um momento histórico. É tão histórico, com as devidas diferenças, quanto aquele que foi celebrado para as eleições de dezembro de 79 e reafirmado para as eleições de outubro de 1980. Hoje em dia, fala-se desse primeiro acordo como um marco histórico na democracia portuguesa: AD de Francisco Sá Carneiro, Diogo Freitas do Amaral e Gonçalo Ribeiro Telles. Desta vez, a primeira coligação de Governo que cumpre uma legislatura decide constituir-se em coligação pré-eleitoral. É a primeira vez que isso acontece. E assim será evocado durante muitos anos. Também nessa época, a então AD quis apoiar um candidato presidencial. Mesmo assim, a AD conseguiu ganhar nas legislativas e o seu candidato presidencial, o General António Soares Carneiro, perdeu contra o General Ramalho Eanes. Desta vez, se houver candidato comum, como será? A coligação conseguirá maioria absoluta? E o candidato presidencial por ela apoiado tenderá a conseguir um resultado superior ou inferior ao alcançado nas eleições legislativas de setembro/outubro deste ano?

Parece pois óbvio, pela história e pela lógica das coisas, que o sucesso da fórmula coligação/candidato comum não é fácil para ter sucesso nas duas eleições. Por isso, também, é que sempre defendi que o candidato presidencial se devia apresentar cedo, porque, agora, será sempre um candidato da coligação, com os prós e contras que isso tem. Porque se a coligação não ganhar, a vida do candidato presidencial não ficará fácil.

Se tivesse apresentado antes a sua candidatura mostrava o seu caminho e o seu estatuto era muito mais independente da coligação, apesar de pertencer ao mesmo campo político. Não era o candidato da coligação e tinha mais hipóteses de não ser arrastado por uma eventual derrota nas legislativas.

Agora, se for antes ou depois das legislativas, será sempre um candidato da coligação. Assim, se alguém decidir apresentar uma candidatura presidencial, terá de ser mulher ou homem de risco, até porque os partidos já deixaram bem claro, compreensivelmente, qual é a sua prioridade.

World Press Photo

É sempre uma exposição aguardada com expectativa. As fotografias vencedoras nas várias categorias do World Press Photo 2015 já podem ser vistas no Museu da Eletricidade, em Lisboa. Trata-se de um dos concursos de fotografia mais reconhecidos a nível mundial e que todos os anos passa por Portugal.

O grande vencedor deste ano foi o fotojornalista dinamarquês Mads Nissen, com a imagem de um momento íntimo de um casal homossexual em São Petersburgo, na Rússia. A exposição decorre até ao próximo dia 24.

Fredy Montero é mesmo um caso

Fredy Montero é mesmo um caso. Não jogou durante semanas, regressou e esteve nos quatro golos do Sporting contra o Campomaiorense. Marcou dois e ofereceu dois. Mas não são só golos que marca, é a qualidade técnica e a inteligência que revela quando está em dia ‘sim’.

O que lhe falta para ter menos dias ‘não’? Será trabalho psicológico? Certamente que os responsáveis do clube já pensaram nisso e já terão agido nesse plano. 

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