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Pedro Santana Lopes

O ataque a Rui Moreira

O Presidente da República, que tem mostrado desassombro, deve fazer pedagogia.

Pedro Santana Lopes 29 de Julho de 2016 às 01:45
Rui Moreira disse publicamente que está a ser alvo de uma suja campanha de difamação e extraiu a conclusão de que é o sinal de que já começou mesmo a pré-campanha para as autárquicas de 2017.

Li a explicação dada por Rui Moreira num artigo publicado num meio de comunicação social escrito. E, com franqueza, toda a explicação que ele dá é clara que nem água e água cristalina. Nada devo a Rui Moreira. Tenho por ele consideração e sincera estima.

Rui Moreira também já não é criança nenhuma e calculo que tenha tido a sua vida toda escrutinada quando aceitou ser candidato à Câmara Municipal do Porto. Se algo de errado que pusesse em causa a sua integridade tivesse sido apurado, certamente que já teria sido divulgado. Mas não é por questões de investigação que tenho boa ideia de Rui Moreira, mas sim pelo que dele conheço e pelo que me dizem pessoas que o conhecem há décadas.

A explicação dada por Rui Moreira mostra que o processo vem de bem antes de ele ser presidente da Câmara e que agora se afastou de qualquer tipo de intervenção, sendo o processo conduzido pela sua vice-presidente.

Mais: do acordo agora estabelecido com os proprietários do terreno, não resulta qualquer proveito imediato para os próprios, ficando condicionado a decisões e processos futuros em relação ao PDM. Não conheço o processo e estou a falar com base no que li na imprensa, pois não troquei uma única palavra com o presidente da Câmara do Porto. O que sei é que se é verdade aquilo que escreveu – e acredito que seja –, é mais uma vergonha difamatória o que estão a lançar sobre ele.

Rui Moreira nunca precisou da vida pública para viver. Não conheço o suficiente do dia a dia da vida do Porto para dizer se está a ser ou não um bom presidente da Câmara, mas penso que, no geral, a sua ação não é contestada. Que o Porto está num momento, em muitos aspetos, pujante, isso sem dúvida alguma.

A verdade é que Rui Moreira tem razão: eleições estão sempre associadas à nojeira das campanhas atentatórias da honra e do bom nome das pessoas. Ele lá saberá se é melhor continuar na vida pública ou regressar à sua vida privada de que sempre tanto gostou.

Continuo a pensar como me ensinaram que devem pensar as pessoas de bem e os que acreditam no Estado de Direito: em princípio e por princípio, as pessoas são sérias. Há quem goste de pensar ao contrário e parta do princípio de que as pessoas são desonestas. Costumo dizer que depende sempre da imagem que cada um vê refletida no espelho que tem em casa.

Quando voltará o tempo em que se discutam eleições a falar verdade e a debater, não a honradez das pessoas, mas as obras e os propósitos de cada candidato? O Presidente da República, que tem mostrado desassombro na abordagem a vários temas, deve fazer pedagogia nesta matéria. Também aqui esperamos que ele faça a diferença.

Andanças em Castelo de Vide
Começa já na próxima segunda-feira a 20ª edição do Andanças, um festival que promove desde 1996 a música e a dança popular enquanto meios privilegiados de aprendizagem e intercâmbio entre gerações, saberes e culturas.

Serão dezenas de espetáculos com variados estilos de dança que podem ser vistos em Castelo de Vide, Alentejo, até ao dia 7. Também em ambiente estival, por diferentes regiões do País, são várias as festas de verão que se realizam neste fim de semana em localidades ou cidades como, por exemplo Idanha-a-Nova, Redondo, Loulé, Areia (Guincho), Praia da Vitória (ilha Terceira, Açores), entre outras.

De destacar igualmente a tradicional Feira do Enchido e do Presunto em Serpa, no Alentejo, e a Feira Gastronómica do Machico, na Madeira.

A razão de Jorge Jesus
Jorge Jesus tem razão: o Sporting precisa de garantir que não há mais casos sequer parecidos com o de Carrillo. A gestão de recursos humanos no Sporting precisa, na verdade, de fazer a adequada ponderação entre a firmeza e o diálogo.

Num tipo de atividade como esta, é especialmente verdade o princípio de que os recursos humanos são o ativo mais valioso. Noutros clubes, em regra, não acontecem esses conflitos. No Sporting também não podem acontecer.
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