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Pedro Santana Lopes

Quem parte e reparte

Hermínio Loureiro foi sempre próximo de Durão Barroso. Próximo de mim é que nunca foi.

Pedro Santana Lopes 30 de Junho de 2017 às 00:30
De há uns anos para cá, acontece um fenómeno de explicação talvez não muito difícil e que tem que ver com as notícias boas ou notícias menos boas e a sua atribuição ao Governo de Durão Barroso ou ao meu Governo.

Desde há anos que é assim: alguém que pertenceu aos dois governos e é nomeado para um cargo muito importante, por exemplo, de embaixador em Washington, foi assessor diplomático de Durão Barroso; alguém que foi demitido ou teve alguma maçada com a Justiça, tendo pertencido aos dois governos, mas é falado na imprensa como tendo sido membro do Governo de Santana Lopes. Aconteceu, por exemplo, com a nomeação de Nuno Brito, que foi assessor diplomático de ambos, e de Luís Bernardes. Quando este último foi nomeado assessor económico de Cavaco Silva, tinha sido referido nas notícias como ex-membro do Governo de Durão Barroso, quando também tinha feito parte do meu Executivo.

Também quando foi noticiado que Nuno Brito iria para o REPER, escreveu-se que tinha sido assessor só de Durão Barroso. Por exemplo, recentemente, com Hermínio Loureiro – e o que aqui digo não envolve qualquer juízo positivo ou negativo sobre o próprio –, agora nestes dias foi sempre falado como membro do Governo de Santana Lopes. Num semanário chegou-se ao pormenor delicioso de se referir que isso até tinha servido de "rampa de lançamento".

Acontece que Hermínio Loureiro fez parte de um grupo grande de secretários de Estado que transitou do Governo de Durão Barroso para o meu, porque nem houve tempo para decidir sobre mais mudanças do que aquelas que aconteceram e muito menos ao nível de secretários de Estado. Hermínio Loureiro fez até, pelo que sei, um bom trabalho enquanto secretário de Estado do Desporto, mas esse trabalho vinha já, também nesses aspetos positivos, do Governo do ex-Presidente da Comissão Europeia. Aliás, Hermínio Loureiro foi sempre próximo de Durão, julgo até que dirigiu uma das suas campanhas. Próximo de mim é que nunca foi. E não digo isto por causa dos problemas que teve agora e também não é agora que vou esconder a simpatia que tenho por ele e o relacionamento cordial que sempre mantivemos. Além destas questões, temos matérias de fundo.

Na verdade, temas recentes, como os CMEC da EDP ou o SIRESP, foram tratados e negociados, em grande medida, no Governo de Durão Barroso, mas são reportados ao meu Governo que, naqueles quatro meses de plenos poderes, teve que finalizar vários processos que o Executivo anterior tinha em conclusão. Pode alguém pensar que é mera coincidência, mas é daquelas coincidências em que se enganam sempre para o mesmo lado.

Há outras coincidências, mais malévolas, que podem levar a pensar tratar-se de uma autêntica ‘lavandaria’ que pretende disfarçar as responsabilidades de quem as tem.

Pintura ‘retro’ em avião da tap 
É uma espécie de regresso ao passado, a uma das imagens mais icónicas da TAP, quando se olha para o novo Airbus A330-300, com uma pintura ‘retro’ para homenagear os 72 anos de história da transportadora aérea portuguesa.

Para quem tiver a oportunidade de viajar no avião ‘Portugal’, nome com que foi batizado o aparelho, poderá usufruir de um avião moderno, mas com a pintura clássica da TAP utilizada entre os anos 50 e 70 do século passado.

É sem dúvida uma experiência visual para ser apreciada antes de se entrar e depois de se sair do avião.

Esta iniciativa insere-se num conjunto de ações programadas pela companhia aérea nacional para celebrar essa ligação histórica e indissociável entre a TAP e Portugal.

Derrota nas meias-finais
Gostamos todos muito da Seleção Nacional - afinal, conquistou o último Campeonato da Europa de futebol, que se realizou em França - mas faz muita impressão ver o semblante de derrotado com que os marcadores de penáltis no jogo contra o Chile foram marcar as grandes penalidades nas meias-finais na Taça das Confederações, que está a decorrer na Rússia É inadmissível isso em jogadores profissionais.

FIGURAS
LUA CHEIA

Rui Costa
É um dos investigadores portugueses mais brilhantes na área das neurociências. Agora recebeu a prestigiada Medalha Ariens Kappers do Instituto de Neurociências da Holanda pelo seu estudo dos circuitos do movimento no cérebro.  

QUARTO CRESCENTE
Angela merkel
A cimeira do G20 a realizar em Hamburgo deverá reforçar as conclusões do Acordo de Paris em matéria ambiental, desafiando, assim, a posição de Donald Trump. Louva-se a liderança firme de Merkel.

QUARTO MINGUANTE
Mario Draghi
As declarações proferidas pelo líder do BCE em Sintra foram interpretadas pelos mercados como uma possível redução dos estímulos monetários. A desconfiança está instalada nos investidores.  

LUA NOVA
Sundar Picha
A Comissão Europeia aplicou à Google, por abuso de posição dominante no motor de busca dos ‘anúncios de shopping’, uma multa de 2,4 mil milhões de euros. Um valor recorde.
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