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Pedro Santana Lopes

Tempo dos candidatos

É mais do que tempo de ter chegado o tempo das presidenciais.

Pedro Santana Lopes 11 de Dezembro de 2015 às 00:30
É mais do que tempo de ter chegado o tempo das eleições presidenciais. Houve um tempo, aqui há meses, em que ocuparam bem mais espaço do que as próprias legislativas, mas isso passou, com o aproximar do 4 de outubro e depois com tudo o que se seguiu no que respeita à formação de dois Governos.

É chegado o tempo de os candidatos também ajudarem nesse sentido. É difícil haver situação mais propícia para um saudável mas intenso combate eleitoral como aquela que se vive agora em Portugal. Por isso mesmo, espera-se que os vários candidatos presidenciais mostrem as suas diferenças e que, no seu conjunto, deixem de fazer parecer esta eleição um "passeio na avenida". Com a expressão "passeio na avenida" não estou a falar nas probabilidades grandes que se atribuem a uma vitória de Marcelo Rebelo de Sousa. Falo sim da atitude, do conteúdo, do tom com que os vários candidatos, principalmente os que têm mais altas votações anunciadas, aparecem aos olhos dos portugueses.

Os portugueses estão todos intranquilos quanto ao futuro do seu país e estariam fosse qual fosse o Governo em funções. Mas a verdade é que houve este confronto de posições, existem todas estas dúvidas na Europa, há esta situação no mundo, nomeadamente, no Médio Oriente, as relações com a Rússia, as quebras das economias dos países emergentes.

Alguém ouve os candidatos falar, quanto mais não seja, sobre o que pensam da política de Defesa nacional? Para falar de matéria em que a Constituição diretamente os envolve. Alguém faz a mínima noção de quais as diferenças entre os vários candidatos sobre esse assunto? Devemos estar presentes em compromissos militares fora de Portugal? Julgo que Maria de Belém já disse alguma coisa sobre isso, mas todos muito pouco ou nada disseram. E sobre a coesão nacional, nomeadamente sobre a descentralização ou eventual regionalização, falarão sobre isso? E sobre a NATO? Sobre o futuro da União Europeia? Sobre a CPLP? E em relação ao sistema eleitoral?

E já agora, quanto às prioridades da política externa portuguesa? É verdade que esta também é responsabilidade do Governo, mas é natural que os candidatos falem sobre isso e exponham as suas ideias. Tenho a certeza de que todos os que são candidatos têm posições sobre estas matérias e não se vão limitar a troca de piropos ou a acusações pessoais sobre o passado de cada um.

Para ocuparem tempo de comunicação, há que comunicar com convicção, com entrega, com entusiasmo, espera-se. Até agora, com franqueza, foram uma verdadeira sensaboria. Espera-se que mude depressa.


Magna Carta e presépios 
A Magna Carta é um documento verdadeiramente imperdível, já que foi uma pedra basilar na construção das democracias ocidentais como hoje as conhecemos.

Numa das raríssimas saídas do Reino Unido, aquele documento com 800 anos pode ser visto na Torre do Tombo, em Lisboa, até amanhã. A entrada é grátis. Também imperdível, e porque estamos em época natalícia, é a nova sala do Museu Nacional de Arte Antiga (Lisboa) que mostra a história dos presépios portugueses desde o século XVI ao XIX.

Teve passagem "à mão de semear"
É de facto uma pena para todo o futebol português que o FC Porto não tenha conseguido o apuramento para a fase seguinte da Liga dos Campeões. Na verdade, o Porto teve a passagem à "mão de semear": entrou à frente do grupo antes das duas últimas jornadas, mas a derrota em casa com o Dínamo de Kiev e esta com o Chelsea deitaram quase tudo a perder. Resta a Liga Europa. Foi estranha tão grande quebra de rendimento.
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