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Pedro Santana Lopes

Um Presidente único

Estou totalmente rendido à sua capacidade de fazer bem às pessoas.

Pedro Santana Lopes 16 de Dezembro de 2016 às 00:30
Nesta quinta-feira à tarde estive com Marcelo Rebelo de Sousa no Natal dos Hospitais. Devo dizer que estou absolutamente rendido à sua capacidade de fazer bem às pessoas e de, para todos, ter uma atenção especial. Dizia um fotógrafo de um conhecido órgão de comunicação social que algo único se passa em Portugal com o modo de agir deste Presidente da República.

Na verdade, ele escolheu não estar no Palácio de Belém. Ele cumpre o seu trabalho, promulga ou veta diplomas, recebe quem tem de receber, cumpre a sua agenda oficial, mas faz por estar em todo o lado onde pensa que pode fazer o bem. Uma pessoa comunica-lhe a morte de alguém, ele pergunta onde é o velório e faz tudo por ir, logo na hora. E sabe de alguém que está internado no hospital e, a caminho de outra cerimónia, ainda passa nesse hospital para visitar essa pessoa. Nunca existiu nada de parecido em Portugal e não sei se na política mundial.

Já o critiquei algumas vezes e, como tenho dito, principalmente para defesa dele, por entender que, se um Presidente da República não deve hostilizar o Governo e deve fazer tudo para o ajudar, também não se pode confundir com o Executivo. Mas sempre tive ocasião de salvaguardar, onde disse ou escrevi esses reparos, que entendo que ele tem feito muito bem a Portugal e aos portugueses. E é verdadeiramente impressionante a reação que as pessoas têm, quase em delírio, quando entra o Presidente da República.

Como dizia um alto responsável que estava presente, isso é também sinal de que os portugueses estavam a precisar ou a ansiar por um Presidente da República assim. Não criticando o seu antecessor, porque de nada interessa fazê-lo, era um estilo diametralmente oposto, em que cumprimentava as pessoas esticando o braço e pondo-se à distância. Cada um tem o seu estilo e a sua maneira de ser. Mas a verdade é que com este Presidente da República é exatamente ao contrário. Ele abraça toda a gente, ele dá beijos a todas as senhoras e crianças que encontra, ele faz uma festa a todos os que vê que estão mais frágeis, ele brinca, ele tem palavras simpáticas para a generalidade das pessoas… Já devem ter percebido que estou mesmo impressionado. É um dom que Portugal recebeu e só espero que Deus o ilumine e que ele não cometa nenhuma grande asneira política, porque merece sucesso e Portugal merece que o seu Presidente da República, de que tanto gosta – e gostam pessoas de todos os quadrantes e todas as condições –, possa continuar a fazer bem a muita gente.

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Imperdível: Época Festiva - Mercados de Natal
Nesta altura do ano em que o espírito natalício invade a maioria das ruas e praças das cidades e vilas de norte a sul de Portugal, os mercados de Natal tornam-se também sítios preferenciais de convívio para as famílias um pouco por todo o País. Em Lisboa, existe o Mercado de Natal, na Praça do Município, e a Wonderland, no Parque Eduardo VII, com atividades para toda a família e uma programação bastante preenchida.
Também no Porto há diversas iniciativas, sobretudo centradas na Rotunda da Boavista, na Praça da Batalha e na zona da Avenida dos Aliados. Mas, além das duas principais cidades do País, muitos outros mercados de Natal merecem uma visita pela sua beleza envolvente, tais como os de Óbidos, Palmela, Sintra ou Reguengos de Monsaraz.

Canto Curto: José Peseiro - Chicotada no Sp. Braga 
Os dirigentes do Sp. Braga não me levarão a mal que dê uma palavra de justiça a José Peseiro, de quem nunca fui especial fã. Sabe muito de futebol, é um bom treinador, uma pessoa educada, mas os resultados finais não têm corrido bem. Sofrer uma chicotada com a equipa em quarto, a um ponto do terceiro, é obra. Mas certamente que vai continuar a lutar por vitórias.
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