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Pedro Santana Lopes

Uns dias nos Estados Unidos

Não é por acaso que a economia americana cresce a 3% ou mais.

Pedro Santana Lopes 27 de Maio de 2016 às 01:45
É uma sensação única estar na Universidade de Harvard a assistir à cerimónia de graduação de um filho como Master in Law (Mestre em Direito). A cerimónia é absolutamente impressionante, com milhares e milhares de pessoas a participarem.

Houve vários doutores ‘honoris causa’, nove mais precisamente, dois deles bem conhecidos dos portugueses: um, o ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso – o que não deixa de ser simbólico no momento que o Brasil atravessa –, o outro, Steven Spielberg, que da parte da tarde fez uma intervenção. Mas mais algumas notas há a reter destes dias nos Estados Unidos.

Em primeiro lugar, a sensação que se recolhe, ouvindo vozes variadas, de que Donald Trump começa a ser um sério candidato e a ameaça que ele representa é levada cada vez mais a sério. Isto enquanto Hillary Clinton se vai digladiando com a história da violação da lei na questão dos segredos de Estado por causa do uso de e-mails privados. E Sanders faz os impossíveis para tentar ainda, pelo menos, empatar com Hillary.

Em segundo lugar, e ponto interessante aqui nos Estados Unidos, é a fraquíssima qualidade dos comboios. Aliás, eles têm poucas linhas de caminho de ferro e usam fundamentalmente o carro, o metro e autocarros. Os comboios não chegam a horas, os espaços interiores são de má qualidade e são caríssimos. Por exemplo, uma viagem de 300 km custa 130 dólares, mas essa é talvez a nota pior, porque a impressão geral é a de que é completamente diferente o pulsar da economia dos Estados Unidos em relação à da Europa.

Para já, mesmo aqui em toda esta área entre Washington, Nova Iorque, Providence e Boston vê-se muita zona verde, muitos lagos, muita água, muito espaço cuidado, mas também muita indústria do mais variado tipo. Como sabemos, na Europa e concretamente em Portugal, e não só, é cada vez mais serviços e cada vez menos agricultura e menos indústria. Nos EUA o equilíbrio entre os três setores é completamente diferente. Não é por acaso que a economia americana cresce a 3% ou mais, enquanto a economia europeia faz das fraquezas forças para crescer 1,5%. E é isso que se sente nas ruas e pelos campos, nas cidades e nos seus arredores.

Já agora, a propósito de equilíbrio e espaços verdes. Convinha que todos os presidentes de Câmara que querem fazer grandes mudanças nas suas cidades viajassem muito e conhecessem muito para poderem comparar. Não pensem que me estou a referir ao caso de Lisboa. Refiro-me a todos. Boston é um exemplo típico de uma cidade onde extraordinários espaços verdes e boas zonas de circulação para os transportes públicos coexistem com livre circulação automóvel. Há também, como é natural, uma grande diferença no parque automóvel, mas essa é outra questão.

Feira do Livro e Festa da Criança
É o principal acontecimento livreiro do País e uma referência incontornável para quem gosta do mundo da literatura: a 86ª edição da Feira do Livro já abriu ao público no Parque Eduardo VII e nela vão marcar presença vários escritores nacionais para fazer lançamentos, dar autógrafos e trocar impressões com os leitores.

Além disso, a edição deste ano contará com uma presença muito significativa de livros de autores estrangeiros. Ao todo são 123 participantes (mais 10 do que em 2015), 277 pavilhões (mais 6) e 600 editoras e chancelas. A Feira decorre até ao dia 13, Dia de Santo António.

No Porto e para um público mais infantil, começa amanhã no Palácio de Cristal a Festa da Criança. A entrada é grátis e a Festa termina a 1 de junho, precisamente o Dia Internacional da Criança.

As contas do Benfica
Parece curiosa a opção do Benfica de vender grande parte da equipa. Conseguiu capitalizar com a assinatura do contrato com a MEO, e deve ser assinalada essa vontade de Luís Filipe Vieira capitalizar a SAD e o Clube. É a venda de jogadores que, pelo que se anuncia, pode render 150 milhões, mais a eventual negociação do naming do estádio que poderá render outros milhões. Se tudo for como se lê, o Benfica pode ficar sem passivo. Conseguirá?
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