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Raul Vaz

A floresta das patacas

Num regime de saque fiscal a medida fica aquém.

Raul Vaz 9 de Junho de 2017 às 00:30
Vai haver uma mexida no IRS, e não é para o subir. Rejubilemos! Estamos a falar ainda dos escalões mais baixos (de quem efetivamente paga IRS), dos rendimentos mais diminutos, e que exatamente por isso apanham mais pessoas, mais famílias.

Não se conhecem ainda muitos pormenores – há que alimentar a expectativa –, e o incremento não será suficiente para grandes aventuras, mas é uma boa medida, até porque tem de se começar por algum lado. Num regime de saque fiscal como aquele em que vivemos, porém, esta mexida fica muito aquém do necessário e, diga-se, do que seria justo. Mas o que dizer quando ouvimos os partidos mais à esquerda sobre a matéria? Que se desça o imposto, sim senhor, mas que esta menor receita não seja compensada com um corte na despesa.

A coerência da esquerda (que ameaça de morte súbita a geringonça dia sim dia não, mas que a costura todos os dias) não compensa a falta de noção. Se não é no corte da despesa, de onde virá o dinheiro? É fácil de adivinhar: de mais impostos indiretos ou sobre o resto dos portugueses, prolongando este vício de adaptar a receita à despesa que se tem. Ou isso ou a geringonça descobriu, não uma árvore, mas uma autêntica floresta das patacas.
IRS política questões sociais
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