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Raul Vaz

Agarrem-me senão eu fujo

É um aviso ao governo para o orçamento do estado.

Raul Vaz 28 de Julho de 2017 às 00:30
A esquerda está a tentar um curioso exercício de equilibrismo. Está a dar ambas as mãos ao Governo, enquanto finge tê-las no ar, de punho cerrado de protesto.

A entrevista de Pedro Filipe Soares ao ‘Público’ é, nesse sentido, exemplar. Diz o líder parlamentar do BE que o "Governo não tinha mandato político para fazer cativações deste nível". É verdade.

O que não impediu que o fizesse e que BE e PCP andassem um ano a fingir acreditar num milagre financeiro.

Um no qual se sobem salários, se corta horário de trabalho, se repõem benefícios à Função Pública, mas sem mais dinheiro e controlando o défice.

É um aviso ao Governo para o Orçamento, mas é sobretudo um exercício de desresponsabilização política.

Uma espécie de "agarrem-me senão eu mato-o", mas que é mais um pífio "agarrem–me senão eu fujo".
Raul Vaz opinião
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