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Correio da Manhã

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Ricardo Ramos

Os jovens e o Brexit

Para todos, o referendo do Brexit foi uma lição sobre a importância da participação democrática e de não deixar o futuro nas mãos dos outros.

Ricardo Ramos 12 de Junho de 2017 às 00:31
Quase um ano depois, a imagem que retenho da manhã seguinte ao referendo do Brexit é a de muitos jovens britânicos de ar desalentado e incrédulo, muitos de lágrimas nos olhos, que contemplavam o desaparecimento de uma realidade com a qual cresceram e que davam como garantida.

Muitos não tinham ainda idade para votar, outros não se deram ao trabalho. Para todos, o referendo do Brexit foi uma lição sobre a importância da participação democrática e de não deixar o futuro nas mãos dos outros.

Desta vez, quando Theresa May decidiu antecipar as eleições para reforçar a sua mão no Brexit, mais de um milhão de jovens correu a registar-se para votar. No dia das eleições, três em cada quatro destes votaram em Jeremy Corbyn, uma figura que, em teoria, pouco ou nada tem de ‘moderno’ ou apelativo para a nova geração de eleitores, mas que prometeu um ‘Brexit suave’ e negociado, com continuação do acesso ao mercado único e à livre circulação de pessoas.

Com o seu voto, os jovens vingaram-se da desilusão de há um ano, ajudando a negar a May a ‘carta branca’ que pedia para um corte abrupto com a UE. E, de caminho, mostraram que aprenderam a lição.

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