Barra Cofina

Correio da Manhã

Colunistas
4
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Ricardo Tavares

FPF, claques valores e negócios

Federação tem o dever de não afastar as famílias do futebol.

Ricardo Tavares 1 de Abril de 2017 às 00:30
Bruno de Carvalho, antes de anunciar publicamente o período do ‘lápis vermelho’, veio dizer que o tio-avô mais famoso do País era tão ‘doente’ pelo Sporting que poderia nestes dias ser considerado "um ultra". Francamente, não acredito que o almirante Pinheiro de Azevedo fosse capaz de integrar grupos que espalham o terror, matando durante os jogos, roubando a caminho dos jogos, esfaqueando depois dos jogos e ameaçando na preparação para os jogos.

Mas, igualmente para ser sincero, custava-me admitir que a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) fosse capaz de dar colinho a uma claque que do Europeu de França embalou, pelo menos, até ao Portugal-Hungria da Luz. Enganei-me e a FPF ainda por cima, assim como quem não quer a coisa, quis dar a entender que não tinha nada a ver com o menino que acolhe nos braços.

A FPF, para lá do dever de dar a mão à palmatória e de deixar cair o menino, tem obrigação de não afastar as famílias do futebol. E, se quiser mesmo um jogo mais limpo, pode apelar ao presidente do Plano Nacional da Ética e ao Provedor da Ética para que expliquem aos portugueses que as claques ajudam a depauperar o erário público e contribuem para a falência dos tradicionais valores.

Se tiverem coragem, devem, ainda, lembrar que as claques são, essencialmente, um bom negócio para alguns dos seus chefes e acólitos, se calhar para determinados dirigentes e para as polícias.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)