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Ricardo Tavares

Pequeno ‘Enorme’ V. Setúbal

Vitória tem de recuperar a credibilidade do tempo de gente que prometia laranjeiras sãs e não dava oliveiras doentes

Ricardo Tavares 5 de Setembro de 2015 às 00:30
Setúbal arrasta-se como os defesas acabados de ser driblados por um dos maiores especialistas em slalom nos relvados – Jacinto João, o ‘JJ’. A vida empresarial murchou e o Vitória nem se tornou meão – passou a ser pequeno. Luísa Todi e Bocage olham para o Sado e veem nas suas águas azuis a pobre realidade de uma cidade e de uma região refletida num clube com a mesma sacralidade da sublime Arrábida.
O Vitória tem de mergulhar na água salgada do rio azul para se purificar, para recuperar a credibilidade do tempo de dirigentes com verticalidade, como Fernando Pedrosa, que não davam oliveiras doentes quando prometiam laranjeiras sãs. Esse será o primeiro passo para o Vitória poder iniciar o regresso ao trilho da glória dos idos de 60 e 70, em Portugal e na Europa.
Fernando Vaz e José Maria Pedroto merecem que o Vitória seja resgatado. Mas o grande José Maria e muitas estrelas, como, por exemplo, Tomé, Octávio, Conceição, Carriço, Rebelo, Carlos Cardoso, José Mendes, Matine, Wagner, Vítor Baptista, Vaz, Guerreiro, Duda, Vital e Torres (Joaquim e José) também são dignos desse esforço.
O desafio é grande. Mas o Vitória, como frisa, sempre, Tomé, é ‘Enorme’.
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