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Ricardo Tavares

"Se quer ir longe, vá em grupo"

Ronaldo revelou ser finalmente um capitão digno desse nome.

Ricardo Tavares 16 de Julho de 2016 às 01:45
Ronaldo, a fazer de Fernando Santos ou de adjunto, porque Payet, mesmo que pagasse, não sonhava que Éder, o luva branca, faria de Ronaldo – provocou faltas, marcou o golo do título e levantou, de novo, o esplendor de Portugal –, revelou-se, finalmente, um capitão digno desse nome, colocando a equipa à frente de si próprio, e relembrou ao planeta a exibição estratosférica com a Suécia na qualificação para o Mundial de 2014.

Ronaldo foi a imagem do sacrifício e da coragem, da coesão e da humildade da geração de ouro, a que, verdadeiramente, conseguiu resultados. Foi a imagem de quem está sempre disposto a ganhar mais que os outros. Foi a imagem de quem queria, mais do que ninguém, ser campeão da Europa. Foi a imagem, aposto, de quem seria capaz de trocar uma ou duas, talvez, até, três Bolas de Ouro por um título com a camisola das quinas.

Ronaldo foi a imagem de quem anunciou, ‘urbi et orbi’, que Portugal é que entraria no autocarro dos campeões e seria recebido com lágrimas de alegria na sua alegre casinha. Foi o líder de um ‘onze’ de 23 fiéis seguidores do treinador que fez, na Grécia, um tirocínio em tranquilidade e que, na Fé, se especializou em crença. Um selecionador que apostou – simples e prudentemente – numa defesa e num contra-ataque... à italiana. Um catequista do provérbio africano: "Se quer ir rápido, vá sozinho. Se quer ir longe, vá em grupo."
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