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Rui Hortelão

Nomeações sem moral

Como o anterior Governo, também este faz chacota da Cresap.

Rui Hortelão 30 de Maio de 2016 às 01:45
Pior do que nada fazer é criar a ilusão de resolver problemas de fundo com soluções que, à partida, se sabe nenhuma mudança trazerem.

O anterior Governo criou a Cresap com a promessa de despartidarizar o Estado. Mas não só isso não aconteceu, como se vulgarizaram as manobras para fintar a Cresap.

Com Passos Coelho, adiaram-se nomeações quando nenhum dos escolhidos agradava, fizeram-se concursos à medida e até se conseguiu a proeza de, em 14 lugares diretivos na Segurança Social, 11 terem sido para pessoas com ligações ao PSD e os outros três ao CDS.

Mudou o Governo, tudo ficou igual. Desde que chegou, o ministro da Segurança Social, Vieira da Silva, já despachou 80 dirigentes do Instituto de Emprego e Formação Profissional, além da direção do Instituto da Segurança Social, que, após concurso da Cresap, estava nomeada para um mandato de cinco anos.

As mudanças são hipocritamente explicadas com a "necessidade de imprimir nova orientação à gestão" ou "aos serviços", mas nem BE, nem PCP, nem sindicatos se manifestam. O mais injusto é a democracia não proporcionar um sistema em que os cidadãos pudessem fazer o mesmo com os governos, e às vezes até com a oposição, sempre que quisessem.
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