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Rui Hortelão

O mal que corrói a PJ

Parece um filme policial, mas é a vida real portuguesa.

Rui Hortelão 11 de Julho de 2016 às 01:45
Um inspetor da Polícia Judiciária (PJ) denunciou vários outros colegas polícias por ligações cúmplices a traficantes de droga. Dois altos quadros da PJ foram presos. A testemunha vive condicionada a um programa especial de proteção desde o final de 2013.

Em maio deste ano, o denunciante passou a denunciado: uma carta anónima entregue no Tribunal Central de Instrução Criminal acusa-o de ter corrompido um atual diretor da PJ, responsável pela prisão de traficantes de droga, com centenas de milhares de euros.

Parece o enredo de um filme policial de Hollywood, mas é a vida real portuguesa. António Joaquim Sesifredo Benvinda, assim se chama o homem que está no epicentro de um caso que está a abalar fortemente a PJ. E que pode ter consequências imprevisíveis se não for investigado, julgado e sentenciado com celeridade.

Sendo que, antes mesmo de ser conhecido o desfecho, impõe-se que os responsáveis da PJ e a tutela mudem alguma coisa no controlo das relações investigadores-traficantes de droga. Até porque, infelizmente, não é caso único: em junho a PJ prendeu um dos seus inspetores, um casal de seguranças que também a servia e um militar da GNR, por suspeitas de corrupção relacionada com inspeções automóveis.
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