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Rui Hortelão

Subvenções e igualdade

E se o prazo para responsabilizar políticos também fosse vitalício?

Rui Hortelão 15 de Agosto de 2016 às 00:30
Nos últimos anos, a carga fiscal aumentou muito; o desemprego também; os salários médios diminuíram; os funcionários públicos perderam regalias; os sistemas cooperativos de aposentações foram nivelados por baixo; os novos contratos perderam direitos face aos mais antigos; foram congeladas novas admissões e progressões na carreira. Sacrifícios para compensar os erros do passado. Muitos da responsabilidade dos 332 ex-políticos que continuam a beneficiar de subvenções vitalícias, na ordem de milhares de euros mensais. A questão já nem são os 18,7 mil milhões de euros que estes antigos titulares de funções públicas (da Assembleia da República ao Tribunal Constitucional) vão custar este ano aos portugueses. O problema central é a desigualdade que isto representa, para mais quando os beneficiários foram decisores em causa própria e tentam esconder a informação ao máximo, como fez o ministro Vieira da Silva. Era mais justo aumentar os salários dos titulares de cargos públicos em funções, do que dar-lhes pensões douradas para o resto da vida, ao fim de apenas alguns anos de trabalho. E se esta regalia é vitalícia, porque que é que o prazo de eventual responsabilização por decisões tomadas também não o é? 
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