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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Rui Hortelão

Tanto que há neste graffiti

Jobs, o filho de imigrante sírio que mudou o mundo.

Rui Hortelão 14 de Dezembro de 2015 às 00:30
Abdulfattah Jandali saiu da Síria nos anos 50. Não viajou numa balsa sobrelotada, nem partiu sem destino. A riqueza da família proporcionou-lhe melhores condições para deixar Homs, cidade que tem sido disputada pelo Estado Islâmico.

Nos EUA conhece Joanne Schieble. Os pais dela, alemães e católicos, reprovam a relação. Os dele, muçulmanos, também. Ela engravida. O caos instala-se e o casal é desfeito à força. A criança será criada por pais adotivos. Nome, Steve; apelido, Jobs.

"A Apple é a empresa mais rentável do mundo, paga mais de 7 mil milhões de dólares em impostos por ano e que só existe porque autorizaram [a entrada] de um jovem de Homs", disse Bansky depois de grafitar Jobs em Calais, França.

Começou a pintar comboios e a fugir à polícia, e em 2010 foi considerado uma das 100 pessoas mais influentes do mundo pela ‘Time’. Agora, Bansky traz uma nova perspetiva ao tema dos refugiados e mostra à Europa que valem a pena todos os esforços para separar as vítimas da Síria dos infiltrados que entre elas se misturem.
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