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Rui Hortelão

Uma mãe e o abono

A "justiça social" do Governo não agrada a todos.

Rui Hortelão 28 de Novembro de 2016 às 01:45
A maioria dos cidadãos selecionados para questionarem diretamente António Costa e os seus ministros, na cerimónia de um ano de Governo, optou por perguntas abertas, o que facilitou a vida a quem respondia.

Como os outros, Cristina escolheu um tema que lhe interessava a si. Só que diferenciou-se ao abordar o seu caso concreto e perguntando por que razão o Governo retirou o abono de família a quem ganha 600/ 700 € – como ela, que recebia 20 €. "Até isso me retiraram", frisou esta mãe de duas filhas, de Braga. O primeiro-ministro foi incapaz de disfarçar a atrapalhação e o melhor que conseguiu foi justificar que "não se pode fazer tudo num dia e que é preciso começar por uma ponta".

Na prática, Costa não quis assumir as opções do Governo. Horas antes, por exemplo, foi anunciada a comparticipação dos dois medicamentos à venda em Portugal para deixar de fumar. Segundo as contas do CM, o Estado dará 32,41 € ou 26,22 €, por mês (toma diária de dois comprimidos), aos fumadores arrependidos.

"A medida visa repor alguma justiça social", defendeu o ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes. Cristina, a mãe de Braga, provavelmente como tantas outras que perderam os abonos dos filhos, não concorda.
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