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Rui Moreira

A incómoda escolha

Se a Caixa Geral de Depósitos é igual aos outros bancos, de que serve ser um banco público?

Rui Moreira 11 de Dezembro de 2016 às 00:31
Se a Caixa Geral de Depósitos é igual aos outros bancos, de que serve ser um banco público? Se pelo contrário deve ser um banco diferente, qual deverá ser o seu ‘modus operandi’ e o seu modelo de gestão? Estas são as questões que deveriam merecer um debate sério e ponderado. Uma discussão que tem sido preterida por razões de agenda mediática, em que assuntos menores têm disputado as manchetes, com a contribuição ativa e muitas vezes demagógica dos nossos políticos.

Na verdade, a CGD há muito que pauta a sua ação pela concorrência direta com a banca privada. Disse-se, durante muito tempo, que era uma inevitabilidade; que não havia outra solução, a bem dos resultados e da sustentabilidade. Pois bem, ficou provado que não era o caso. O banco do Estado não foi mais competente do que os seus concorrentes privados, o que nem sequer nos pode admirar. Em concorrência, as instituições privadas são mais eficazes.

Acresce, ainda, que houve, ao longo dos anos, sintomas claros de que a sua gestão, particularmente na concessão de crédito, terá sido vulnerável a pressões políticas. Coisa que nenhum Governo quererá reconhecer, mas que não escapa à opinião pública. A ser assim, se for um banco como os outros, então não vejo que haja utilidade mantê-lo na esfera pública.

E, nesse caso, mais valeria proceder ao seu saneamento e posterior alienação. Até lá, deve ter uma gestão compatível com essa estratégia, com uma visão apostada na maximização dos resultados.

Sucede, contudo, que há boas razões para que o país disponha de um banco público, se a sua estratégia obedecer prioritariamente a desígnios macroeconómicos e a questão do lucro, para além da indispensável sustentabilidade, for um fator de menor relevância. Desígnios macroeconómicos esses que não podem deixar de estar centrados no investimento produtivo, que tem estado muito abaixo do que é necessário para que a nossa economia cresça.

Com empresas descapitalizadas, é essencial que exista um banco que lhes assegure a indispensável liquidez, para que possam investir, produzir, exportar. Ou seja, a CGD deve ser um banco que contribua ativamente para o fomento da nossa economia, abstendo-se de financiar investimentos especulativos, evitando o caminho fácil de financiar o consumo privado. E deve ter uma gestão adequada a esse desígnio.

Cinema com TRIPASS
A partir da próxima terça-feira começa a ser vendido no Porto o TRIPASS, um cartão lançado pela Câmara Municipal do Porto que a partir de janeiro de 2017 dará acesso ao circuito de cinema na Baixa, com descontos e outros benefícios nas salas do Trindade, Rivoli e Passos Manuel.

Em todas as sessões de cinema ao longo de um ano, o TRIPASS oferece um desconto de 25 por cento sobre o valor do bilhete normal. O titular do cartão TRIPASS tem ainda acesso a convites para sessões especiais. Depois de muitos anos sem cinema, com a transferência das exibições para os centros comerciais da periferia da cidade, este é também o regresso do cinema à Baixa do Porto.

Sinais de um tempo em que o centro da cidade se torna cada vez mais interessante.

Campanha com vendedores  
Para a Câmara do Porto, fazer uma campanha de Natal com os vendedores do Mercado do Bolhão que visa promover os seus produtos e a sua genuinidade antes de em 2017 os deslocar para um mercado temporário, foi natural.

A manutenção do edifício como mercado público de frescos está inscrita no nosso programa e foi assim que sempre enunciamos a operação de restauro. Não deveria ter constituído, por isso, grande novidade que cumpríssemos uma estratégia, mas não deixa de ser uma satisfação ver como os visitantes do meu Facebook receberam as imagens que estão espalhadas pela imprensa e pelas ruas da cidade.

Prova, mais uma vez, que o Porto está unido num objetivo perfeitamente consensualizado.

PROTAGONISTAS
Referendo em Itália
O resultado do referendo em Itália, uma aposta falhada de Matteo Renzi, é um sério revés para uma das grandes economias europeias e é mais uma ameaça para a União Europeia.

Exibição de luxo no Dragão
Por muito que se questione a qualidade dos jogadores que o Leicester apresentou no Estádio do Dragão, a verdade é que o FC Porto fez, desta vez, uma exibição de luxo na Liga dos Campeões.

André Silva
Depois de vários jogos sem marcar, André Silva voltou às grandes exibições e aos golos. A confiança do treinador Nuno Espírito Santo, que o deixou marcar o penálti, ajudou e muito.

Sporting
Mais do que o resultado, a exibição do Sporting na Polónia não pode ter agradado aos seus adeptos. A pensar no dérbi de hoje na Luz, Jorge Jesus também não fez tudo para ganhar.
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