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Rui Moreira

As marés

Sabe-se que a cidade tem, no limite máximo da capacidade, cerca de 60 mil lugares de estacionamento disponíveis.

Rui Moreira 25 de Janeiro de 2015 às 00:30

Muito se tem falado, no Porto, da questão do estacionamento na via pública, a propósito do concurso de concessão que foi lançado recentemente. Mas, afinal, de que se está a falar? Por um lado, sabe-se que a cidade tem, no limite máximo da capacidade, cerca de 60 mil lugares de estacionamento disponíveis, em todo o seu território, dos quais irá concessionar 10% numa primeira fase.

Mesmo não havendo números exatos, sabe-se que existem na cidade cerca de 120 mil automóveis pertencentes a residentes. No entanto, de acordo com um estudo recente realizado pela Câmara do Porto com base nos Censos de 2011, o município é ‘recetor’ de 150 mil habitantes de outros municípios. Destes, 67 mil referem deslocar-se em automóvel particular para o Porto, sendo esse o principal meio de transporte e modalidade de chegada de fluxos pendulares diários à cidade.

Ao invés, o Porto só ‘exporta’ cerca de 17 mil automóveis diariamente para outros municípios por essa via, o que representa um saldo de 35 mil carros a mais que, de forma permanente, têm que estacionar durante o dia. Estes números são os que existem e referem-se a movimentos pendulares diários e não contam com um número significativo de viaturas que se deslocam pontualmente para o Porto ou que, estando residentes noutros municípios e aí pagando imposto, entram diariamente na cidade por razões empresariais e outras, ou o trânsito de passagem na VCI, que ronda os 170 mil carros. Podemos dizer que, durante o dia, o Porto, que possui cerca de 120 mil veículos que aí pagam impostos, tem diariamente que lidar com a circulação e o estacionamento de mais de 200 mil.

É por essas razões que cidades europeias como Londres definiram portagens nas entradas. Porque necessitam dessa receita para adequarem a cidade à maré matinal que as invade. Não sendo esse um modelo desejável, é indispensável que, pelo menos no que diz respeito ao estacionamento à superfície, se encontrem fontes de receitas que atenuem esta distorção evidente.

Abrunhosa no coliseu

O destaque da programação do Rivoli e do Campo Alegre, que compõem o recém-criado Teatro Municipal do Porto, não nos distrai da oferta de espetáculos que existe no resto da cidade. A Casa da Música e o Teatro Nacional de São João são instituições fundamentais no cartaz das artes do Porto numa lógica de complementaridade, para a qual contribui ainda o Coliseu. Esta semana, de quinta a sábado, sobe ao palco do Coliseu Pedro Abrunhosa, para três noites por ‘Inteiro’. O Porto não vai perder.

Também sou do Porto

A minha página de Facebook (www.facebook.com/ruimoreira2013) teve esta semana uma atividade muito grande, com vários assuntos a motivarem muitos comentários. Um deles era bastante prosaico, mas acabou por provocar mais de 3 mil gostos e mais de uma centena de curiosos comentários.

Dizia respeito ao facto de já serem 60 mil as pessoas que seguem a página, a maioria do Porto.

Notei, em especial, comentários de seguidores que, não sendo portuenses, mas sendo do Norte, quiseram deixar o seu agrado em frases como "sou do concelho tal, por isso sou do Porto".

Este tipo de comentário é muito interessante e demonstra de uma forma inequívoca que o Porto, estando seguro do que é seu, não é uma cidade bairrista, mas antes uma cidade do Mundo, aberta a todos.

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