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Correio da Manhã

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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Rui Moreira

Havana livre

O acordo entre o irmão de Fidel e Obama permitiu, para já, a retomada de relações diplomáticas.

Rui Moreira 2 de Agosto de 2015 às 00:30

Numa altura em que se discute o futuro da Grécia e em que dentro do Syriza parece haver quem preferisse não aceitar as medidas draconianas impostas pelos credores, sair do Euro e aceitar o apoio veladamente oferecido pela Rússia, votando o país ao isolacionismo económico, Cuba dá a ideia de querer abrir-se ao Mundo.
Ao cabo de seis décadas de ‘Revolução’, Raúl Castro, timidamente, vai implementando reformas, a ponto de acordar com o arqui-inimigo uma espécie de trégua. O acordo entre o irmão de Fidel e Obama permitiu, para já, a retomada de relações diplomáticas. Cuba voltou a ter embaixada em Washington e, dentro de dias, os EUA reabrirão a sua mítica embaixada em Havana. O momento é histórico, mas, para já, quase simbólico. Resta saber se abre bom caminho para a dura discussão interna nos EUA acerca do fim do embargo a Havana decretado nos anos 60, na sequência do incidente da Baía dos Porcos. Dir-se-á também que pode abrir caminho à democratização de uma Cuba órfã da mãe Soviética e onde os edifícios já mal se seguram de pé.
O caminho para a democracia e qualidade de vida de um povo, que merece melhor do que uma ditadura a que o comunismo continua a chamar poeticamente "Revolução", é ainda muito longo. Mas, mesmo não adivinhando quando ocorrerão esses próximos passos, já podemos concluir algo. Por muito que não gostemos dos famigerados mercados e do seu capitalismo, não se faz nem Estado nem Civilização sem propriedade e competitividade. No fundo, não se evolui sem liberdade e sem cultura do mérito. Até lá, a Cuba comunista, onde ninguém é dono da sua casa e do seu destino, vai caindo aos poucos. E os cubanos, com ordenados de 30 euros, vão olhando perplexos para os resorts de luxo onde os turistas podem, paradoxalmente, comer o bife que Fidel decretou proibido para os seus camaradas. Sim, a comparação do que aconteceu a Cuba com o que pode ou poderia acontecer à Grécia é exagerada. Mas vale a pena meditar sobre os seus caminhos.

Os bairros do Porto
No Matadouro de Campanhã, está patente uma exposição nada comum, onde se mostra um património singular da cidade, que são os seus bairros, a identidade das suas gentes e dos seus espaços, através dos testemunhos das pessoas e da arquitetura dos edifícios. Olhar para o passado, refletir sobre o presente, perspetivando soluções para o futuro para a habitação social, é a ideia desta exposição, promovida pela Câmara do Porto e patente todos os dias, das 14h30 às 20h30, até ao dia 20 de setembro. 

Reabilitação Urbana da "Casa Forte" 
Esta semana, a notícia sobre o avanço das obras naquele que é, porventura, um dos quarteirões mais degradados e a pedir reabilitação na cidade do Porto mereceu um grande aplauso dos meus seguidores no Facebook.
Em campanha eleitoral para as autárquicas, falou- -se muito da questão da reabilitação urbana e dos contornos do seu funcionamento.
Sempre que ela avança, como é agora o caso do quarteirão conhecido como o da "Casa Forte", na rua Sá da Bandeira, no coração da Baixa do Porto, ficamos todos muito entusiasmados e satisfeitos. Mas quero recordar aquilo que disse durante a campanha eleitoral: a reabilitação urbana no Porto não é tarefa para um mandato. É tarefa para uma geração, ou mais.

Protagonistas
‘Cecil’ 

Que prazer é este, que faz com que pessoas supostamente civilizadas se dediquem a caçar, por desporto e por prazer, animais raros?

Pedro Proença 
A ideia de escolher um antigo árbitro para presidir a uma liga de futebol é surpreendente. Espero que Proença saiba navegar essas águas.

Turismo Interno  
São muitos os portugueses que optam, agora, por fazer férias em território nacional. Pode ser a crise, mas é um excelente sinal para o turismo.  

O rio Douro
O entendimento entre Gaia, Porto, Gondomar e Vila da Feira abre as portas para uma nova estratégia de fruição do rio Douro.  

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