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Teófilo Santiago

Estatísticas

Os dados da criminalidade devem ser lidos com cautelas.

Teófilo Santiago 8 de Abril de 2015 às 00:30
Empresas e instituições publicitam periodicamente estatísticas daquilo que dizem ser os resultados das suas atividades. Daí tiram um conjunto de ilações quanto aos méritos da sua atividade e nelas alicerçam um conjunto de medidas estratégicas para obter melhores resultados.

Visto assim, parece "incontroverso e incontrovertível", abusando da expressão do Professor Orlando de Carvalho nas suas lendárias lições na Faculdade de Direito de Coimbra, a enorme importância das estatísticas. A realidade, porém, é bem diferente, não por culpa do "instrumento", mas da sua instrumentalização. É com manifesta desconfiança que a generalidade dos cidadãos olha para as "estatísticas" que lhes apresentam. Têm a perceção de que os dados ali constantes poderão ter sido distorcidos/trabalhados em ordem aos objetivos em vista.

Interiorizaram como verdadeira a boutade de um político que disse: "As estatísticas desde que torturadas e retorcidas dizem sempre aquilo que se pretende." Não sendo, seguramente, o caso dos dados relativos à criminalidade participada, como ajuizadamente foi repetido na apresentação, constantes no RASI 2014, não será desavisado lê-los e interpretá-los com cautelas. Muitas!
estatísticas Professor Orlando de Carvalho Faculdade de Direito de Coimbra RASI 2014
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