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Teófilo Santiago

Magistraturas

Podem os magistrados ficar cientes que não estarão sozinhos.

Teófilo Santiago 31 de Julho de 2015 às 00:30
Quando se esperava que as férias judiciais trouxessem a habitual acalmia na lufa-lufa diária dos tribunais apenas interrompida por uma ou outra situação que, teimosamente, não quer respeitar este período de "justiça a meio gás" obrigando à intervenção dos turnos, eis que "rebenta a bernarda".

As várias estruturas das magistraturas, que não apenas as de cariz sindical, acordando duma, pelo menos aparente, letargia em que assistiram passiva e tranquilamente (quando não colaborando ativamente, nalguns casos) a ataques maliciosos, de origens diversas, tendentes a enfraquecer a PJ – a "sua policia"– envolveram-se numa acesa e dura contenda com o Ministério da Justiça, tendo como pano de fundo os projetos de alteração de estatutos dos magistrados.

O caso não é para menos. As magistraturas acusam o poder político, sem rodeios ou rodriguinhos, de, a pretexto da revisão dos estatutos, querer, unicamente, criar condições para as controlar retirando-lhes o que têm de mais valioso e identitário, a independência e a autonomia. Podem os magistrados ficar cientes de que nesta luta, por aqueles valores inalienáveis, não estarão sozinhos, terão com eles todos os agentes judiciários e os que continuam a acreditar no Estado de direito democrático.
magistraturas Polícia Judiciária Ministério da Justiça crime lei e justiça política
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