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Teófilo Santiago

O legado Falcone

Desenganem-se os que tentam travar a luta contra o crime.

Teófilo Santiago 26 de Maio de 2015 às 00:30

Há vinte e três anos (23-05-1992), a máfia, acossada como nunca o fora antes e perante as brechas que se iam abrindo na sua fortaleza feita de medos, compromissos e silêncio (a famigerada omertà), quis dar um sinal à Justiça e à sociedade civil italiana de quem mandava e do que aconteceria a quem ousasse afrontá-la, fazendo ir pelos ares o carro em que seguia o juiz Giovanni Falcone, que liderava a equipa antimáfia entretanto criada e que ia somando êxitos incomuns.

Enganaram-se os mafiosos se pensaram que as vidas tiradas e o ribombar dos quinhentos quilos de explosivos utilizados em Palermo iriam travar a luta, sem cartel, contra o crime organizado que o juiz Falcone tinha protagonizado. Ao invés, o exemplo do juiz inspirou e incentivou muitos outros magistrados e polícias, em todo o mundo, a continuarem esse desígnio nobre de combater o crime organizado.

Desenganem-se, também, aqueles que entre nós tentam, não à bomba, é certo, mas por processos intimidatórios, insidiosos ou difamatórios, travar essa luta contra o crime organizado, pois magistrados e polícias não desistirão, assim se honrando e preservando a memória e o legado de Giovanni Falcone.

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