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Correio da Manhã

Opinião
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Armando Esteves Pereira

A grande fraude

Rui Pedras, administrador do BPN desde o curto consulado de Miguel Cadilhe, descreveu ontem no Parlamento o quadro do banco liderado por Oliveira e Costa: é uma "megafraude, um caso de polícia". O administrador disse que outras entidades, que não apenas os supervisores, deveriam ter tido outra actuação: "O sistema de supervisão do grupo SLN/BPN não é só o Banco de Portugal, a CMVM, o Instituto de Seguros. Estamos a falar dos revisores oficiais de contas, dos auditores externos, dos accionistas, dos vários órgãos do grupo, do conselho fiscal, do conselho superior, do conselho de administração."

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 11 de Fevereiro de 2009 às 00:30

Oliveira e Costa – e um restrito número de fiéis – conseguiu organizar uma impressionante megaburla, que pode custar aos contribuintes portugueses mais de dois mil milhões de euros, uma factura de 200 euros por cada cidadão. Mas, além do núcleo restrito, muitos deixaram fazer.

Ontem, em Londres, quatro banqueiros foram ao Parlamento pedir desculpa pelos erros que já custam aos contribuintes britânicos o equivalente a um terço do PIB português. Os banqueiros pediram humildes desculpas. Porém, no Royal Bank of Scotland, nacionalizado a 70%, a administração continua a propor prémios de gestão milionários. Também lá, os lucros são privados e os prejuízos públicos.

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