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Fernanda Cachão

A metáfora do Mickey

O Mickey foi à Coreia do Norte actuar para o ditador Kim Jong-un e levou a Minnie. Isto não é o início de uma anedota marota.

Fernanda Cachão 10 de Julho de 2012 às 01:00

 É uma notícia da Associated Press. Com o casal de ratos estiveram em palco, na sala de espectáculos da capital norte-coreana, o ursinho Pooh, o Dumbo e outras figuras da Disney. Na plateia a assistir, o filho e sucessor do ditador Kim Jong-Il que morreu em Dezembro.

Nos últimos anos, espectáculos semelhantes têm sido protagonizados por pandas – claro acto de vassalagem à China.

A popularidade do Mickey e do ursinho Pooh na opaca Coreia do Norte deve-se, aliás, ao material escolar que as crianças do país levam para a escola – produtos chineses que se apropriam da imagem das personagens americanas.

Mas os observadores internacionais já acharam significado no espectáculo com personagens americanas – os EUA e a Coreia do Norte são arqui-inimigos. É – disseram – "uma notável mudança de direcção nas políticas de Pyongyang".

Nos EUA, a Disney fez saber que o espectáculo foi um abuso, já que ninguém lhe pediu autorização.

E é assim que nesta notícia reside a metáfora da semana deste mundo que nos coube.

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