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Correio da Manhã

Opinião
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Francisco J. Gonçalves

A miragem da ponte

A CGTP convocou uma manifestação contra os inimigos do costume: a "austeridade e o empobrecimento". Fica-lhe bem a intenção, mas o mesmo não se pode dizer da querela pelo ‘direito’ a desfilar no tabuleiro da Ponte 25 de Abril.

Francisco J. Gonçalves 16 de Outubro de 2013 às 01:00

O Pacheco Pereira diria: "mas não é esse o cerne da questão". Porque o cerne está no facto de a luta da CGTP não contemplar a pobreza intelectual. Só assim se explica o debate de retardados que manteve com o governo. A CGTP falou de "veto político", como se proibir o desfile na ponte fosse repressão e não bom senso. Por outro lado, Miguel Macedo justificou-se com "pareceres técnicos" de segurança, dando razão a Arménio Carlos quando dizia que isso nunca impediu a meia-maratona.

Marchar na ponte não é seguro nem inseguro, é incomodativo e dispendioso. E o direito dos cidadãos a exprimirem o seu descontentamento não inclui a alínea: em qualquer lugar e a expensas do Estado. Que a CGTP quisesse contribuir, por mero exibicionismo panfletário, para o desperdício de fundos públicos é algo que não se quadra bem com a sua carta de intenções.

É lamentável o tempo que se perdeu neste teatro de sombras, nesta pura miragem política.

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