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Paulo João Santos

A outra vacina

Caminhamos para o abismo, pior do que nos tempos da troika.

Paulo João Santos 4 de Dezembro de 2020 às 00:32
Nasceu, finalmente, o plano de vacinação, o parto mais difícil da pandemia. Olhando o cardápio, continua sem se entender o motivo que levou tanto tempo a confecionar e para que foi criada uma comissão de especialistas – a tal que excluía os mais velhos da lista. Bastava telefonar para Espanha, Alemanha ou Reino Unido e pedir a Sánchez, Merkel ou Boris Johnson que nos emprestassem os deles. Comparado, o nosso não é diferente, nem podia ser, não há planos B nem C.

Espera-se, agora, que quando a cura chegar, atuemos com a rapidez e eficácia que o momento exige. Uma rapidez e eficácia que não se têm visto no anúncio de muitas medidas e menos ainda no apoio a quem sente a corda no pescoço. Restauração, hotelaria, turismo, cultura, tantos outros. E não é preciso nenhuma comissão de especialistas para ver que a situação começa a ser insustentável. Fala-se em programas de auxílio, ajudas da Europa, milhões para distribuir, mas o dinheiro tarda a chegar a quem precisa, aumentando as falências, o desemprego, a pobreza. Caminhamos a passos largos para o abismo, pior do que nos tempos da troika.

Se não se atuar já, não haverá vacina que nos salve.
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