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Correio da Manhã

Opinião
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Armando Esteves Pereira

A tentação socialista

Há sinais preocupantes que chegam da bancada socialista. Desde o prenúncio de revolta de mais de uma dúzia de deputados próximos de Sócrates no debate do Orçamento do Estado, até ao vice-presidente da banca que se está a marimbar para que os credores nos chamem irresponsáveis e ameaça com a bomba atómica do não pagamento da dívida, seguindo a linha do famoso discurso de Sócrates na sua universidade francesa que considera pagar as dívidas uma brincadeira de criança.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 18 de Dezembro de 2011 às 01:00

Estes sinais de ruptura com o consenso alargado que levou à intervenção da troika são preocupantes. António José Seguro pode ser tentado a cavalgar esse discurso fácil contra a austeridade e quebrar o acordo tácito de regime que distingue Portugal da Grécia.

Apesar da memória das pessoas ser cada vez mais de curta duração, um partido que governou Portugal durante 13 anos nos últimos 16 tem responsabilidades acrescidas. A culpa da dívida não é toda dos governos socialistas, mas o partido tem uma quota determinante no estado a que este País chegou.

O presidente do banco central alemão (Bundesbank) comparou os países devedores a alcoólicos que não conseguem deixar de beber. Há políticos em Portugal que lhe dão razão.

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