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Correio da Manhã

Opinião
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Paulo Fonte

Abriu a caça aos votos

O socialismo na gaveta de Mário Soares tem, durante os períodos que antecedem as eleições, uma versão atualizada, a da sensatez guardada e fechada a sete chaves.

Paulo Fonte(paulofonte@cmjornal.pt) 14 de Setembro de 2013 às 01:00

A caça ao voto revela a condição humana na sua complexidade, e é uma prova da personalidade de alguns políticos, com muito ridículo e esperteza saloia à mistura.

Do lado do Governo, o primeiro-ministro deslocou-se esta semana a Oliveira do Bairro, câmara de maioria laranja, para inaugurar dois centros escolares. Seria mais uma viagem, não fosse o facto de as escolas já estarem a funcionar há largos meses, tendo mesmo merecido na ocasião pomposas honras de estreia com figuras políticas e eclesiásticas locais. Já o candidato PSD à autarquia de Gaia, parece que ateu, aproveitou uma peregrinação de 800 idosos do seu concelho a Fátima para, num restaurante local, aparecer para falar. Acabou tudo em protestos e violência, com Carlos Abreu Amorim a garantir que "não fez um discurso político", apenas apelou "à calma e à tranquilidade". Referência ainda a João Semedo, do Bloco de Esquerda. O Museu do Benfica, em Lisboa, merece uma visita dos adeptos, mas o ‘timing’ da sua presença só passa a imagem de um candidato à cata de eleitores. E nada mais do que isso

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