Barra Cofina

Correio da Manhã

Opinião
2
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Armando Esteves Pereira

Casino Portugal

No ano passado os dois maiores casinos de Portugal (Estoril e Lisboa) distribuíram mais prémios do que o Euromilhões. E os portugueses destacam-se na Europa por se encontrarem entre os mais devotos deste jogo que é a principal fonte de receitas da Santa Casa de Misericórdia de Lisboa.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 21 de Janeiro de 2008 às 00:00
Estoril e Lisboa representam mais de 50 por cento do mercado nacional dos casinos e distribuíram por cada dia de 2007 mais de 1,5 milhões de euros de prémios. Com estes números é fácil perceber que as salas de jogo, onde a maior parte dos apostadores perde dinheiro e onde a casa ganha sempre uma percentagem do valor investido pelos clientes, se tornaram um negócio tão apetecido. Este fim-de-semana, Chaves inaugurou o décimo casino do País e ainda este ano o grupo Amorim, que tem a concessão da Figueira, pode abrir no distrito de Setúbal o casino de Tróia.
O sucesso do jogo também revela muito de Portugal, onde toda a gente sonha com o fabuloso prémio da sorte, quer seja no Euromilhões ou nas slots do casino. A esperança do jogo é a quimera que resta num País pobre, que valoriza mais o sucesso instantâneo sem esforço do que o árduo trabalho e o mérito individual. Um País que arrisca no casino, onde as hipóteses de ganhar são muito baixas, mas que é avesso ao risco empresarial. Onde mesmo os maiores grupos económicos privilegiam a especulação e o lucro fácil ao investimento realmente produtivo. É o País que confia na sorte, mas que na maior parte dos casos tem azar. É o Casino Portugal.
Ver comentários