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Fernanda Cachão

Coisa digna e dolorosa

É sempre bom ouvir Paulo Portas. Portas tem o raro dom da palavra. Ouvi-lo, é compreender o crente que engoliu ansiolíticos.

Fernanda Cachão 29 de Outubro de 2013 às 01:00

Nas jornadas parlamentares, o vice-primeiro-ministro elogiou o esforço "hercúleo, digno e doloroso" dos portugueses. Hercúleo, digno e doloroso. Mais ninguém na política lusa poderia pôr a coisa assim – tão digna e dolorosa.

A propósito do "primeiro Orçamento com crescimento da economia", ficámos a saber que "é possível que Portugal esteja a poucas semanas de saber oficialmente que saiu de uma recessão técnica que durou mil dias". Mil dias. Há coisas que contadas em dias resultam mais dignas e dolorosas. Se Seguro falasse como Portas, estaríamos encandeados com a ‘alternativa’.

Por estes dias, melhor só Jorge Moreira da Silva, que foi a Bruxelas dizer que depois de sairmos do esterco devíamos mudar de cor para verde. Moreira da Silva elegeu a "economia verde" como uma das prioridades de Portugal, pois esta é uma área de crescimento económico rápido.

Jorge não é o ministro da propaganda de Saddam – como disse Zorrinho – é o deputado que Heloísa gostaria de ter, só que, como outros, está neste Governo a dizer umas coisas.

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