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Correio da Manhã

Opinião
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Manuel Catarino

Direito ao crime

Há um problema de segurança no Algarve, não muito diferente do que se passa no resto do País.

Manuel Catarino 2 de Junho de 2011 às 00:30

A GNR resume a criminalidade em Albufeira a dois ou três gangs de jovens delinquentes já identificados - e que só continuam em liberdade porque as leis penais, se não os protegem, dão-lhes pelo menos umas certas garantias.

É ingrato - para o Ministério Público e para as Polícias - tentar convencer um juiz de Instrução de que os rapazes são mesmo maus e um perigo público: assaltam, roubam e, suspeita-se, também matam. Bem pode Marinho Pinto, o incansável bastonário da Ordem dos Advogados, reclamar até perder a voz contra o terrorismo de Estado e a facilidade com que se manda um filho de família para a cadeia: o dia-a-dia do crime demonstra que lhe falta razão.

A GNR, no caso de Albufeira, consome-se a arranjar provas, resmas de provas. O trabalho, como se imagina, é demorado. Os misericordiosos códigos transformaram o direito da sociedade à segurança num valor subalterno. Prevalecem os direitos dos criminosos. O tempo da Justiça, litúrgico e académico, não é o mesmo do combate ao crime, prático, imediato, musculado. A sabedoria está em encontrar o justo equilíbrio.

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