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Correio da Manhã

Opinião
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João Vaz

Dizer não ao terror

Oslo foi há 20 anos a cidade onde, em segredo bem guardado, palestinianos e israelitas acordaram uma convivência pacífica em que, verdadeiramente, não se deu mais nenhum passo. Também é a capital onde desde 1901 se atribui e entrega o Prémio Nobel da Paz, da responsabilidade do parlamento norueguês. Ontem foi alvo de atentados terroristas em que os autores clamaram de vingança contra a publicação, em 2006, de caricaturas de Maomé e a presença militar no Afeganistão.

João Vaz 23 de Julho de 2011 às 00:30

Não há nada que justifique o terrorismo e a Noruega foi mais escolhida como alvo pelo que simboliza e alguma vulnerabilidade na segurança do que por ataques ao mundo islâmico. É um país rico, embora o Qatar tenha ainda maior PIB per capita, líder no Índice de Desenvolvimento Humano, símbolo de paz, liberdade e combate à corrupção. Por outro lado, no Afeganistão não conta mais de uns 500 militares, em regiões pacificadas, empenhados em tarefas humanitárias.

O mundo pode estar mais seguro e a vida ser melhor para vastas camadas de população que, ainda assim, o terror não pára. Mas não podemos ceder. Hoje temos de ser todos noruegueses e lutar pela paz, liberdade e justiça.

 

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