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Correio da Manhã

Opinião
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Joana Amaral Dias

Estado em saldo

Há dois anos, depois de vários alertas indiciando gestão danosa e fraude financeira ignorados pelos reguladores, o Estado nacionalizou o BPN, considerando que havia risco sistémico se a instituição fosse à falência.

Joana Amaral Dias 7 de Agosto de 2010 às 00:30

Portanto, o governo nacionalizou os prejuízos de 4 mil milhões de euros de um banco privado, deixou-o enxuto e agora volta a colocá-lo no mercado por apenas 180 milhões, para que alguém volte a lucrar com ele. Quem paga a abissal diferença, superior ao que se arrecada com as medidas de austeridade? Os contribuintes, claro.

Somos nós que vamos saldar a factura gerada pela avidez sem escrúpulos de administradores e accionistas, bem como pela distracção do Banco de Portugal. Os nossos impostos vão pagar o crime. Mesmo assim, o governo nada explica sobre a oportunidade e opções de todo este processo. O contribuinte come e cala. A nacionalização do BPN foi errada. Esta reprivatização é pior. A primeira foi ao parlamento. A segunda deverá seguir o mesmo caminho. São estes os governos Sócrates: poupam com prestações sociais, educação, saúde ou cultura. Esbanjam com os banqueiros, os verdadeiros subsídio-dependentes. Nestes executivos também mora uma gestão danosa. E uma grande fraude eleitoral.

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