Barra Cofina

Correio da Manhã

Opinião
7
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Carlos Anjos

Guedes, o mitomano

José Guedes foi absolvido em tribunal devido à existência de uma dúvida insanável sobre a sua culpabilidade, relativamente ao homicídio de Cacia. Agora, Guedes admite vir a processar o Estado pelos 13 meses que esteve detido. Não deixa de ser irónico.

Carlos Anjos 18 de Janeiro de 2013 às 01:00

José Guedes quis ser famoso. Para o conseguir, assumiu crimes que não terá cometido. Quis ser um criminoso temível. Resultado: foi preso. Agora, acha-se vítima e admite processar o Estado pelo facto de ter estado detido. Complicado? Não. Aconteceu em Portugal.

O caso José Guedes mostra-nos a diferença entre investigação jornalística e investigação criminal. É que na investigação criminal são necessárias provas, que sejam demonstráveis em tribunal. Guedes é claramente uma pessoa perturbada. Quis ser famoso, e não olhou a meios. Mas não foi o único responsável. Quem o projetou publicamente tem também a sua quota-parte de responsabilidade. Este caso foi-nos apresentado como a resolução de um caso a que a Polícia jamais havia chegado. Afinal, José Guedes é um mitómano, e a sua história uma enorme mentira.

Ver comentários