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Correio da Manhã

Opinião
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Armando Esteves Pereira

Lucro milionário dos abutres

Resolução do Banco Espírito Santo acabou por ser um negócio ruinoso para os contribuintes e a fatura não terminou.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 9 de Julho de 2020 às 00:32
A resolução do Banco Espírito Santo acabou por ser um negócio ruinoso para os contribuintes portugueses e a fatura ainda não terminou. Já vai em perto de 700 euros por cada cidadão. O chamado banco bom está a custar demasiado, quer por força do capital exigido para cumprir rácios de capital abusivos, quer por causa da pesada herança dos ativos tóxicos herdados da gestão de Ricardo Salgado. Mas entre os ativos que fazem parte das contas das imparidades há bens com muito valor que estão a ser vendidos ao desbarato. E o que se vai sabendo sobre a venda das várias carteiras de ativos problemáticos é preocupante.

Tal como os abutres, há muitos fundos a ganhar milhões com este espólio. Um lote de 200 imóveis pertencente ao banco foi vendido no ano passado com um desconto de 70% e um prejuízo de 329 milhões de euros. Segundo o ‘Público’ o comprador destes imóveis em saldos foi um fundo ligado ao atual chairman do banco português, Byron Haynes.

Vender uma carteira de imobiliário com o mercado em alta, como acontecia até à pandemia, com tamanho desconto dá para desconfiar logo à partida. Com estes detalhes que se vão conhecendo dá para desconfiar que há gente a sacar milhões à nossa custa. Por isso é fundamental que os contribuintes que pagam a conta saibam os pormenores destes negócios, porque só o escrutínio público e a transparência nos podem livrar de faturas ainda maiores. 


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