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Correio da Manhã

Opinião
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Fernanda Cachão

Nem sempre é mau ter miúfa

Estas eleições confirmam que tudo Louçã levou ao Bloco de Esquerda.

Fernanda Cachão 30 de Setembro de 2013 às 02:14

João Semedo estava cheio de razão. Nestas eleições, o Bloco de Esquerda não esteve para "dar um arzinho da sua graça". João Semedo – aquele que se apresentou a Lisboa como o "político sem medo" – tinha dito na campanha eleitoral que o partido "não está aqui para dar uma arzinho da sua graça mas para garantir que o Governo perde por muito". Acertou numa coisa, falhou noutra.

Não foi o BE que ajudou a varrer os sociais-democratas, foram os ‘primos’ socialistas. Agora, a partir deste 29 de setembro, pode-se falar com propriedade em berloque. Nas legislativas de 2005, o Bloco de Esquerda teve oito deputados eleitos. Nas autárquicas desse ano, foi a vez da candidata independente apoiada pelo BE à Câmara Municipal de Salvaterra de Magos. Ficou conhecida por ‘Anita do Bloco’.

Os resultados nestas eleições confirmam que tudo Louçã levou ao Bloco de Esquerda. A liderança ‘bicéfala’ marca o fim da era em que o Bloco contava. Destas autárquicas, onde tinha apresentado pedidos de impugnação de 11 candidaturas no âmbito da lei de limitação de mandatos, fica-lhe a satisfação de ver perdedores Seara e Menezes. Disse que era o João Sem medo.

Avançou para Lisboa e suou a eleição. Viu-se na posição de ter de esperar até depois da hora da Cinderela para poder falar como líder e, mesmo assim, ainda não saber se tinha chegado a Lisboa. É caso para dizer: Nem sempre é mau ter miúfa.

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