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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Armando Esteves Pereira

O apagão económico

Haverá mais vida além da crise, mas o maior problema deste País é a terrível recessão. O indicador coincidente do Banco de Portugal revela que a actividade económica atingiu em Setembro o valor mais baixo desde Abril de 1984, quando Ernâni Lopes nas Finanças lutava para tirar o País da falência.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 23 de Outubro de 2011 às 01:00

A instituição liderada por Carlos Costa revela que o consumo privado acentuou a queda e está nos níveis mais baixos desde que há registos (Janeiro de 1978). Estes dados confirmam o sentimento dominante no País: a recessão está a agravar-se, a procura interna evapora-se e, do lado das empresas que podem exportar, a falta de confiança e as restrições de crédito afundam mais o País.

Cavaco Silva ampliou as ondas de choque provocadas pelo Orçamento nos cortes à Função Pública e aos reformados. São de facto eles os mais penalizados, mas os privados não ficam imunes. Sofrem um gigantesco aumento de impostos, por causa do corte das limitações na dedução fiscal em sede de IRS. 

Num País falido que precisa da injecção financeira da troika para honrar os seus compromissos, não havia margem para um Orçamento melhor. Em Finanças não há milagres.

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